Candidatos apostam em apelidos
Andam pelas ruas do Rio de Janeiro fazendo campanha candidatos que estampam apelidos e codinomes esquisitos registrados no TRE. José da Tuia, Sou Mais Ciro, Carlinhos Diga o Resto são exemplos de candidatos que adotaram codinomes para atrair eleitores. Todos interessados em explorar o exótico nas eleições para a Assembléia Legislativa do Rio e na Câmara dos Deputados.
Amigo e ex-segurança do jogador de futebol Romário, Sou Mais Ciro, candidato a deputado estadual pelo PPB, conta que adotou para o nome o slogan de campanha, porque se tornou mais popular assim. Segundo ele, sua popularidade chegou a tal ponto, que teria sido um dos candidatos mais citados por eleitores entrevistados pelo Ibope para uma consulta sobre a disputa.
Ciro disse que conta com Romário e Edmundo para a campanha. Ele afixou em pontos de ônibus e em árvores na zona norte material com uma foto em que aparece ao lado de Romário. O atacante aparece ao lado de Ciro em mais de 200 mil panfletos, 30 mil bandeiras e 15 mil placas. Eu conheço Romário há 15 anos e passei a gostar da idéia de ser candidato por causa da insistência dele e de outros amigos.
Ele conta que adotou para sua plataforma de campanha o conhecimento no combate às drogas e à dependência química. Quero criar vários centros de socialização de drogados e ex-drogados, porque já vi muitos amigos meus, artistas e jogadores, sofrendo por causa disto. Ele prepara atos de campanha ao lado de Romário e Edmundo em cidades no interior.
Diga o RestoCarlinhos Diga o Resto, candidato a deputado estadual pelo PT, incorporou de tal maneira a costumeira saudação a colegas da área portuária que decidiu registrar o apelido no TRE. Diariamente, seus colegas do porto eram abordados por ele, sempre do mesmo jeito: E aí você, diga o resto. É a primeira vez que disputa uma eleição.
O também petista José da Tuia, que é candidato a deputado federal, ganhou o nome porque mora numa casa rústica na roça, popularmente conhecida como tuia (tulha). Vereador por Lajes de Muriaé, ele quer melhor distribuição de recursos para o interior. (A.E.)





