Agência Estado
‘‘Foi o melhor dos séculos e o pior dos séculos’’, diz o economista e ex-ministro Roberto Campos ao buscar uma definição para o período da História humana. ‘‘Tivemos duas guerras mundiais e uma série de conflitos tecnológicos e tribais tivemos ideologias criminosas, como o Comunismo e o Nazi-fascismo, e tivemos 170 milhões de mortos’’, lembra ele para ilustrar o lado ruim do ‘‘mais violento dos séculos’’.
O lado bom dessa era turbulenta foi o avanço científico, com o domínio do átomo, que permitiu a fusão nuclear – ‘‘e não a fissão nuclear’’, ressalva Campos. ‘‘Foi a melhor de todas as descobertas.’’
A segunda, diz, foi a descoberta da dupla hélice do DNA, ‘‘que permitiu um fantástico desenvolvimento da genoterapia’’. A terceira: ‘‘Escapulimos à prisão orbital, saímos da órbita da Terra e já podemos até pensar na colonização de outros planetas.’’
O quarto maior salto da Humanidade foi a Internet, com a ‘‘morte da distância e a redução do tempo’’, e o quinto, finaliza o professor, foi a descoberta de que ‘‘pobreza não é fatalidade, e sim resultado de desvios de comportamento e políticas erradas’’.
De tudo o que se viveu neste século, de bom e ruim, Campos extrai como grande lição a necessidade de se consolidar no mundo o capitalismo democrático: ‘‘Foi o sistema que mais contribuiu para a evolução humana. Foi em países capitalistas e democráticos que foram feitas as grandes descobertas’’.

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