Campo Largo comemora vinda de autopeças
PUBLICAÇÃO
domingo, 28 de dezembro de 1997
Curitiba 
Os carros só são carros porque têm rodas, chassis, suspensão, eixos, amortecedores, motores, entre tantas outras pequenas peças e acessórios. Tudo fabricado pelas indústrias de autopeças. São elas que dão vida aos projetos encomendados pelas montadoras.
No programa de industrialização do Estado do Paraná, a indústria de autopeças está presente nos bancos da Bertrand Faure, nos estofamentos da Lear, nos escapamentos da Ecia, produzidos especialmente para a Renault, e também nas fábricas independentes, como Bosch, Dana, Siemens e Detroit Diesel Corporation, produzindo peças e equipamentos para montadoras no Brasil e no exterior.
O surgimento das fábricas de autopeças, interessadas em atender o exigente mercado automobilístico, está sacudindo a economia do Estado. No dia 4 de dezembro, por exemplo, o município de Campo Largo garantiu, através da assinatura do protocolo de instalação da empresa Lear Corporation no município, um novo investimento de US$ 2,5 milhões. Com isso, foram criados imediatamente mais 40 empregos diretos no município. A nova indústria tem como meta a fabricação de 25 mil estofamentos por ano para a montadora Chrysler utilizar nas picapes Dodge Dakota.
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A fábrica da Lear já se instala em uma área alugada de 1,3 mil metros quadrados. Segundo o secretário municipal de Indústria e Comércio, Emídio Stocco, a empresa tem uma previsão de faturamento de US$ 16 milhões ao ano. Stocco informou que a indústria, ao mesmo tempo em que se instala, já garantiu, para breve, a expansão de suas atividades em Campo Largo procurando atender também a montadora Audi-Volkswagen, no fornecimento de acessórios internos para veículos das duas marcas.
Com o novo acordo, a Lear Corporation foi motivada a desenvolver um projeto de ampliação futura de suas instalações para até 4 mil metros quadrados. Para isso, a empresa já ganhou da prefeitura de Campo Largo isenção de ISS por cinco anos, prorrogável por mais cinco anos, além de dez anos de isenção do IPTU.
Stocco disse que 1997 termina como o ano da redenção de Campo Largo, que está localizada na Região Metropolitana de Curitiba. A criação de 1,7 mil empregos na cidade com a vinda das indústrias Chrysler, Dana (chassi) e agora a Lear, justificam tanto otimismo. Campo Largo ficou alguns anos em um processo de estagnação e agora recebe um pacote de investimentos, resume. Durante décadas o município viveu exclusivamente da porcelana, deixando de diversificar o mercado de trabalho.
As projeções dão conta que até 2000, o município vai expandir sua oferta de empregos para 20 mil. Esse crescimento levou a administração do município a realizar estudos de urbanismo para evitar um crescimento desordenado.
Nos últimos dias do ano, a Secretaria Municipal de Indústria e Comércio ainda contava com mais boas notícias para a população: a assinatura de outros 12 dos 19 protocolos de intenção programados com empresas que vão se instalar no Paraná. Uma delas, a Placas do Paraná - que já tem uma unidade em Curitiba - prevê a instalação de uma nova unidade fabril no Estado.


