Campo e praia misturam-se no litoral
Sobre o lombo de um cavalo, respira-se outros ares. É a sensação do campo, trazida pelo cheiro do pelo do animal e pela postura de montaria, misturada com o ar salgado da beira-mar. Para os olhos, o visual é deslumbrante. Florianópolis e o município de Governador Celso Ramos oferecem essa opção, que mescla o lado rural com a praia.
Em Celso Ramos - uma península com diversas praias e baías de pesca - está o Palmas Hotel Spa, uma opção de hospedagem diferente. É uma espécie de resort, porém dentro de uma fazenda de verdade. A estrutura é ideal tanto para famílias com crianças e adolescentes, quanto para casais em busca de sossego e privacidade. Apartamentos, quartos, restaurante e outros serviços são idênticos ao de um hotel. O diferencial está na área.
Além de ficar perto de praias incríveis, o hotel tem uma piscina ao ar livre e outra coberta, lago para pescaria, paredão para escalada, trilhas ecológicas no morro, sala de ginástica, equipe de recreadores, quadras para esportes e cavalos para passeio.
A opção mais simples para cavalgar é o passeio diário, feito dentro da área do hotel. Mas quem gosta de aventura pode contratar a cavalgada mais longa. Junto com um guia, grupo com no mínimo quatro pessoas sobe um morro para chegar até a praia do Sicial e a outro pedaço deserto de orla. São praias pequenas, limpas e belas - não há como se chegar a elas de carro, somente a pé ou a cavalo, por trilha.
Em Florianópolis, no bairro Rio Vermelho, fica a Cabanha do Toque, local de criação de cavalos da raça crioulo, onde se pode contratar aulas de equitação ou passeios pela ilha. O programa mais radical leva duas horas. Não é recomendado para quem não possui experiência em cavalgadas, pois exige domínio e resistência. Para quem é iniciante, há outros passeios mais curtos e igualmente gostosos.
Dentro da propriedade dá para esquecer que se está na ilha e muito perto de praias. Árvores, cavalos soltos e pasto bem verde compõem o cenário. Porém, logo que se atravessa a porteira que faz divisa com a área de preservação, a paisagem começa a mudar. O cavalo trota sobre areia, a vegetação vai rareando e logo as dunas aparecem.
Dali para a frente é pura emoção. Mesmo que não seja possível galopar por causa da areia fofa - o que não é bom para o animal - a natureza se encarrega de elevar os sentimentos. Dá para se sentir um aventureiro de verdade. Chega-se ao ápice quando, após cruzar as dunas, os cavalos adentram a praia de Moçambique, depois de quase uma hora de passeio.
A praia é grande, mas de difícil acesso, por isso muitos banhistas chegam ali de carro quatro por quatro. Surfistas são muitos. Quando há muita gente no local é preciso ter cuidado, mas quando a orla está vazia, dá para empreender um belo galope na beira do mar, com os cascos do cavalo batendo na água rasa e brisa salgada no rosto. Os cavaleiros são acompanhados todo o tempo por uma guia uniformizada e pelos cachorros da propriedade, que adoram seguir a cavalgada para ''cuidar'' da tropa.
Na volta, depois de tanta beleza, o grupo tende a ficar ainda mais quieto e introspectivo. O cansaço também ajuda. Percorre-se novamente as dunas, desta vez por outro caminho, mais difícil, atravessando a Reserva do Rio Vermelho. (B.M.)





