A prática da caminhada é uma ''recomendação médica absoluta'', afirma o médico cardiologista do Hospital do Coração, Augusto Franco de Oliveira. Além de reduzir a incidência de problemas cardíacos, a atividade faz parte do tratamento e da prevenção secundária para os que já tiveram a saúde prejudicada. E para todos os praticantes é recomendado o acompanhamento médico periódico.
Entre os benefícios estão a melhora da circulação sanguínea do coração e do corpo todo, aumento da capacidade do coração para atividades do dia-a-dia, como subir escada, e combate à hipertensão arterial, principal causa dos problemas do coração e de mortalidade no mundo todo. ''O hipertenso corre mais risco de ter infarto e acidente vascular cerebral (AVC). A caminhada reduz a hipertensão arterial'', explica o médico.
Mais do que benefícios físicos, caminhar também ajuda a resolver problemas emocionais. Segundo Oliveira, em caso de depressão é recomendada a prática de atividade física porque ela promove bem-estar físico e emocional. ''Estar num lugar bonito já é prazeroso mas o exercício físico tem ainda a capacidade de produzir substâncias de trazem a sensação de bem-estar. No começo dá preguiça mas depois que a pessoa começa ela se estimula por causa dessa sensação'', incentiva.
Durante algum tempo se convencionou que a frequência ideal para garantir os benefícios da atividade seria meia hora de caminhada, pelo menos três vezes por semana. ''Depois se descobriu que mesmo que seja menos já há algum benefício'', conta Oliveira. ''Mas ele passa a ser maior com o exercício mais longo, de meia hora'', completa.
Além de consultar um médico, outros cuidados colaboram para uma atividade mais segura. O primeiro é o uso de calçado apropriado, com sistema de absorção de impacto. ''Hoje já existem calçados assim com preço mais acessível. Com o avanço da faixa etária a estrutura esquelética fica mais vulnerável'', justifica o médico. Usar roupas que proporcionem o máximo de ventilação também é indispensável, para permitir a transpiração. Antes de iniciar a atividade é preciso ingerir líquidos e uma alimentação adequada. ''Não fazer jejum nem comer demais, que pode ser perigoso. É bom comer carboidratos, que são alimentos de queima rápida'', recomenda Oliveira. E por último, escolher lugares planos com pistas apropriadas, como nos parques e ciclovias. (D.R.)

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