Cambé quer espaço no Mercosul
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segunda-feira, 24 de maio de 1999
Katia Baggio Especial para a Folha 
A política de atração de indústrias foi implantada na cidade no final da década de 60. Nos anos 70, Cambé já contava com as fábricas da Coca-Cola, Itap e Braswey, até hoje a maior empresa e a que gera mais riquezas para o município, além de empregar cerca de 400 funcionários. Só a Pado, inaugurada no ano passado, emprega mais: 650 pessoas, a grande maioria de Cambé.
Com o futuro econômico da América Latina voltado para o Mercosul, e daí para o mundo, o prefeito José do Carmo Garcia chegou à conclusão de que era preciso renovar a imagem da cidade e aumentar a competitividade para garantir seu espaço num futuro próximo. Como o município não tem mais terrenos próprios, José do Carmo levou ao governo do Estado um novo plano de industrialização para Cambé e trouxe mais de R$ 506 mil do Programa Paraná Urbano. O dinheiro ajudou a prefeitura a comprar uma área de 20 alqueires na Gleba Jacutinga, às margens da PR-445, em fevereiro de 98. Esse é o endereço do recém-criado Parque Industrial do município.
O diretor-presidente da Comdec (Companhia de Desenvolvimento de Cambé), Adair de Carvalho Grades, diz que o local é plano e suficiente para a implantação de pelo menos 50 empresas de pequeno e médio porte. A prefeitura calcula que no máximo em 10 anos a área já vai estar em plena atividade, gerando pelo menos 2 mil novos empregos. Esperamos que até o final do ano 2000, quando termina o mandato da atual gestão, 15 empresas já estejam operando e cerca de 800 pessoas trabalhando, prevê Grades.
Segundo o diretor da Comdec, as obras de infra-estrutura do Parque Industrial já foram contratadas. A Copel e Sanepar foram as primeiras. A Telepar deve ser a próxima.


