Zé do Caixão 1
Sempre injustiçado, José Mojica Marins teve seu último filme em cartaz por apenas uma semana em Curitiba, quando estreou em outubro do ano passado. ‘’Encarnação do Demônio’’, que encerra com magnitude a saga de Zé do Caixão (personagem que já merece figurar no folclore brasileiro) até já saiu em DVD. No entanto, voltou em cartaz por mais uma semana, dentro da programação Cine Cult Cinemark do Shopping Mueller. Como eu defendo a tela grande como a melhor maneira de se assistir a um filme, aqui está a recomendação. Até quinta-feira dá pra assistir, na sessão das 15h10, com preço promocional de R$ 7 (inteira) e R$ 3,50 (meia).

Zé do Caixão 2
Tive a oportunidade de entrevistar o mestre do terror nacional para a Folha de Londrina, em outubro. Como Mojica tem muita história para contar e a produção deu ao jornal uma hora para fazer entrevista e fotos, é claro que sobrou muito material. Entre uma das histórias curiosas que ficaram de fora, está uma relacionada ao fim da maldição que envolvia este filme. Durante décadas tentaram realizá-lo, mas o produtor sempre morria durante o processo. Até que surgiu Paulo Sacramento, que tocou o projeto desde 2000 e está vivinho da silva até hoje. ‘’Os produtores que morreram antes queriam fazer a fita vendo a parte comercial. Já o Paulo é um fã. Via os meus programas de tevê e achava que eu era uma lenda. Até que um dia, quando ele tinha uns 10 anos, ele estava sozinho no elevador de um prédio onde eu estava fazendo uma filmagem. De repente eu entro no elevador, caracterizado com capa e cartola. Ele ficou apavorado, viu que eu era de verdade. Esse medo se transformou em admiração. Acho que a maldição acabou porque o filme caiu na mão de um fã, que realmente gostava de terror e fez o filme acontecer’’, revela Mojica.

Tem opção sim
É só passear pelo Largo da Ordem durante o domingo de Carnaval para concluir que há animação e diversidade cultural durante o feriado festivo na capital. Começando pelas ruínas de São Francisco, vê-se uma multidão assistindo a shows de rock’n’roll neste espaço. Descendo até o Relógio das Flores, encontramos artistas mambembes com visual circense tirando músicas no violão e fazendo acrobacias na corda indiana. Mais abaixo, no Marco Zero, os carnavalescos das escolas de samba se concentravam para a apuração. Isso sem contar que os bares da região estavam abertos e cheios. Quem diz que não há o que se fazer durante o Carnaval em Curitiba, provavelmente não sabe procurar direito.

No final de março
O Festival de Curitiba soltou sua programação oficial dias atrás. Se no ano passado, o musical ‘’Beatles - Num Céu de Diamantes’’ foi o grande atrativo para o público apreciador de rock e cultura pop, neste ano uma opção é ‘’Rock’n’roll’’, da peça original de Tom Stoppard, cuja adaptação brasileira estréia no evento. No elenco estão alguns medalhões como Otávio Augusto e Thiago Fragoso.

mockup