CAMARIM
Cinema pop
A peça já era boa, mas o filme ficou ainda melhor. "Morgue Story - Sangue, Baiacu e Quadrinhos" foi exibido pela primeira vez na Cinemateca de Curitiba, na sexta-feira passada. O diretor Paulo Biscaia Jr. e a Companhia Vigor Mortis realizaram uma obra que faltava para a cinematografia nacional: um filme pop, daqueles apreciados por fãs do diretor Quentin Tarantino, do cinema independente mundial e das comédias de humor negro com um teor trash.
Leite de pedra
Para quem ainda não conhece, "Morgue Story" é a colisão das histórias de três personagens estranhos em um necrotério: uma quadrinhista que se acha, um cataléptico "profissional" e um médico legista reprimido, que tem métodos bizarros para conseguir garotas. O filme foi rodado e finalizado com apenas R$ 126.400, orçamento mirradíssimo para a produção de um longa de ficção. E o resultado ficou muito bem acabado. Mais um ponto positivo para produção, que se dedicou. Segundo a diretora de produção, Viviane Folador, agora o filme segue o caminho dos festivais, que é uma boa vitrine para os diretores estreantes. "Estamos esperando que apareça uma oportunidade viável para distribuí-lo", comenta.
Meeting na tela
"Morgue Story" não é apenas um filme, mas uma agremiação de diversas artes, comprovando que o cinema é uma plataforma para incorporar manifestações artísticas das mais diversas. Durante a projeção há cinema, teatro, quadrinhos, animação e música. Neste último quesito, uma das cenas notáveis é a aparição da banda curitibana Je Rêve De Toi (com participação de um integrante do Delta Cockers) tocando uma versão de "Wuthering Heights", clássico da cantora Kate Bush. Não tem como assistir ao filme sem ficar com esta música na cabeça.
Contraponto
Na mesma noite, outro espetáculo tratava de morte, porém de uma maneira séria e melancólica. "Não Assim Tão Longe", estréia de Maureen Miranda na direção, trata de suicídio. Excelente peça, que aborda o tema de forma surpreendente.
10 anos de James
Dois bares clássicos da noite da cidade fizeram aniversário nos últimos dias. O 92 Graus fez 17 anos, enquanto o James completou uma década. No caso deste último, não houve festa de comemoração ainda. Ontem o James fechou suas portas para iniciar uma reforma de ampliação, que fará com que o bar comporte mais pessoas, ganhe um palco e tenha mais ambientes, entre outras melhorias. O público poderá conferir o novo James bar no dia 6 de janeiro, quando será realizada a festa de reinauguração (e também de aniversário). Segundo um DJ da casa, o local vai ficar melhor para cada tipo de público: os que vêm para dançar, ou para beber e bater papo, os que querem ver show, etc.





