A presença da educação ambiental nos municípios da Região Metropolitana de Curitiba (RMC) foi um dos temas abordados durante a reunião desta semana da Câmara Técnica Metropolitana, formada por grupos que elaboram propostas para o desenvolvimento socioeconômico e ambiental dos municípios metropolitanos. Durante o evento, o promotor do Ministério Público do Paraná (MP-PR) para o Meio Ambiente, Edson Peters, sugeriu a criação de um consórcio metropolitano para educação ambiental, que buscaria soluções integradas entre os municípios da RMC para enfrentar problemas comuns, como ocupações irregulares, proteção de mananciais, criação de rede de esgotos, de áreas adequadas para acomodar o lixo, programas para proteção de áreas verdes, controle dos processos de mineração, entre outros. Segundo o promotor: ‘‘Precisamos sair do discurso vicioso e partir para a prática, tendo como caminho a educação’’.
  Após sua explanação, Peters foi convidado pelo secretario de Assuntos Metropolitanos de Curitiba, Domingos Caporrino Neto, para integrar o grupo de trabalho da Câmara Técnica, que pretende ser um órgão multidisciplinar. O MP-PR atuaria através do Centro de Apoio Operacional às Promotorias Ambientais da Região Metropolitana de Curitiba, integrado por profissionais com formação na área ambiental.
  Hoje a RMC abriga 3,3 milhões de habitantes e responde por 30% da população do estado. O encontro do grupo de trabalho da Câmara Técnica foi realizado na Universidade Livre do Meio Ambiente por meio da prefeitura de Curitiba. Além dos secretários de Meio Ambiente dos municípios vizinhos à capital, estiveram presentes técnicos do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e da Sanepar.

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