Câmara de Londrina terá 70% de renovação
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domingo, 05 de outubro de 2008
Carolina Avansini<br> Reportagem Local 
Carolina Avansini
Reportagem Local
Os escândalos recentes na Câmara Municipal de Londrina influenciaram a decisão dos eleitores, que não votaram nos candidatos à reeleição cujos nomes estavam diretamente envolvidos no suposto pagamento de mensalinho aos representantes do atual Legislativo.
Com renovação de 70%, a nova Câmara terá 13 vereadores que não exercem mandato na atual gestão. Em 2004, dos 18 vereadores eleitos, 11 tinham exercido mandato na gestão anterior, indicando uma renovação de apenas 40%.
A nova configuração do Poder Legislativo em Londrina terá maioria de vereadores dos opositores PT e PSDB, com três representantes cada. Em seguida estão empatados PDT, PTB e PP, com dois eleitos. PSB, PTC, PMDB, PRB, PRP e PTN elegeram um vereador cada.
Entre os 19 vereadores que ocuparão a Casa nos próximos quatro anos, figuram apenas os nomes dos atuais Marcelo Belinati (PP), Roberto Kanashiro (PSDB), Paulo Arildo (PSDB), Sandra Graça (PP), Roberto Fu (PDT) e Pastor Renato Lemes (PRB). Belinati foi o mais votado do pleito, totalizando 8.076 votos, o que corresponde a 3,08% dos votos válidos.
Flávio Vedoato (PSC), Luiz Carlos Tamarozzi (PTB), Renato Araújo (PP), Sidney de Souza (PTB) e Gláudio de Lima (PT) - diretamente citados pelo ex-vereador Orlando Bonilha (sem partido) como beneficiados pela suposta propina paga pela empresa Transportes Coletivos Grande Londrina - não conseguiram votos suficientes para se reelegerem.
Também não voltarão à Câmara Lourival Germano (PT), Jamil Janene (PMDB), Maria Ângela Santini (PT) e Antenor Ribeiro (PP), que assumiu como suplente este ano. Tercílio Turini (PPS) e Oswaldo Bergamin (PMDB) não se candidataram.
Para o cientista político João Mário Lepri, os resultados da eleição demonstram amadurecimento dos eleitores. As pessoas cansaram dos escândalos e preferiram escolher os nomes que não estavam diretamente envolvidos, defende.
Segundo ele, o resultado final demonstra que a população refletiu e acabou excluindo os nomes mais citados no episódio do mensalinho, dando crédito às acusações do ex-vereador Orlando Bonilha. Os candidatos à reeleição que conseguirão permanecer na Câmara são aqueles que possuem eleitorado próprio.
Lepri defende que o fato do episódio do suposto pagamento de propina ter sido recente também influenciou no resultado final das eleições, pois as informações estavam frescas na cabeça das pessoas. Foi uma resposta muito interessante dos eleitores nas urnas, que fica evidente, também, na escolha de muitos nomes novos, avalia, acrescentando que a nova Casa tem uma composição boa, dentro do possível.


