A Câmara de Vereadores de Londrina teve renovação de 64% para a próxima Legislatura, a ser iniciada em janeiro de 2013, considerando somente os 19 que foram eleitos em 2008. Dos 18 atuais vereadores que eram candidatos à reeleição, somente sete continuarão seus mandatos no próximo ano. Doze atuais vereadores ficaram de fora. O índice de renovação é semelhante a 2008, quando 70% dos vereadores também não voltaram para a Câmara.
  O vereador campeão de votos este ano, como o que ocorreu em 2008, foi um parente do ex-prefeito Antônio Belinati. O delegado Marcos Belinati (PP) ficou em primeiro lugar, conquistando ontem 7.081 votos. Porém, Marcos não superou o primeiro colocado de 2008: seu primo, Marcelo Belinati, que conquistou 8.076 votos quando era candidato à reeleição do Legislativo.
  Em segundo lugar este ano está o pastor Gérson Araújo (PSDB) - que assumiu a Prefeitura após a renúncia do ex-prefeito José Joaquim Ribeiro no mês passado. Gérson, que antes ocupava a presidência da Câmara, fez 4.323 votos - 1.504 votos a mais que conquistou em 2008, desbancando vice-campeão de votos daquele ano, vereador Roberto Kanashiro (PSDB) - que também foi reeleito, mas ao invés dos 5.069 votos de 2008, recebeu 3.929.
  A vereadora Lenir de Assis (PT) saltou do décimo para o terceiro lugar, conquistando 4.017 eleitores, contra 2.392 votos que recebeu em 2008. Os vereadores Roberto Fú (PDT), Professor Rony (PTB), Sandra Graça (PP) e Padre Roque (PR) também foram reeleitos. Fú conquistou 919 votos a mais que nas eleições em 2008 e Rony, 744. Já Sandra e Roque receberam menos votos que na última eleição - Sandra ficou com 93 a menos e Roque, com 115.
  Dos que ficaram de fora para próximo ano está Amauri Cardoso (PSDB), que denunciou um esquema de compra de votos para apoio político ao ex-prefeito Barbosa Neto (PDT). O vereador foi o 15º candidato mais votado de Londrina, conquistando 2.638 votos, porém, não foi eleito porque sua coligação obteve apenas duas cadeiras. Em 2008, Amauri não foi eleito, mas como era o segundo suplente do PSDB, assumiu o Legislativo após a renúncia do vereador Márcio Almeida (PSDB), em fevereiro deste ano.
  Incluído na denúncia de Amauri e réu em processo criminal movido pelo Ministério Público, Eloir Valença (PHS), dos 18 concorrentes, foi o vereador que menos recebeu votos nestas eleições. O parlamentar chegou a ser preso por suposta venda de apoio político ao ex-prefeito Barbosa Neto. Ele conquistou apenas 586 votos ontem, contra os 1.727 votos que fez em 2008, quando foi eleito pelo PT.
  Joel Garcia (PP), que começou o mandato no PDT como líder de Barbosa, conseguiu apenas 778 votos - contra 2.370 votos em 2008 - e não retornará à Câmara. Após um desentendimento público, Joel passou para a oposição e foi o parlamentar que mais protocolou pedidos de investigação contra o ex-prefeito. Joel também ficou preso por 54 dias em 2010, quando era investigado por peculato, e a Justiça também o manteve afastado do cargo por quase três meses. Dos três vereadores presos nesta Legislatura, Rodrigo Gouvêa (PTC) foi o que mais recebeu votos: 1.356 - em 2008 ele fez 401 a mais. Gouvêa ficou 23 dias detido em 2009 por supostamente manter uma assessora fantasma em seu gabinete.
  Dos atuais parlamentares, também não foram reeleitos Antenor Ribeiro (PSC), 1.317 votos, Ivo de Bassi (PTB), 1.523 votos, Jairo Tamura (PSB), 1.740 votos, Roberto da Farmácia do Vivi (PTC), 1.367 votos, Sebastião dos Metalúrgicos (PDT), 1.549 votos e Tito Valle (PMDB), 1.772 votos.
  A votação de ontem permitiu que três ex-vereadores voltassem para a próxima Legislatura: Elza Correia (PMDB), com 3.545 votos, Jamil Janene (PP), com 3.164 votos, e Sidney Souza (PTB), com 2.062 votos. Os dois últimos foram vereadores de 2005 a 2008, e foram afastados da Câmara, junto com outros seis parlamentares, incluindo o ex-presidente da Câmara Orlando Bonilha, que era réu confesso no escândalo de cobrança de propina para aprovar projetos de lei. Janene e Sidney foram condenados pela 3ª Vara Criminal de Londrina pelo caso ‘‘lista Caldareli’’, por supostamente receberem propina do empresário ao aprovarem projeto de doação de um terreno. A cada um foi aplicada pena de mais de nove anos de prisão, mas eles estão recorrendo da sentença.
  Com os atuais vereadores eleitos, a Casa vai contar com a representação de 14 partidos, sendo que a maior bancada será a do PP, com três parlamentares. O PSDB, o PDT e o PTB terão dois e os demais terão um representante cada. Atualmente a Câmara tem 11 partidos diferentes.

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