A estação mais quente do ano pode ser sinônimo de férias e viagem. É um tempo propício para aproveitar o sol, a praia e a piscina ao lado da família e dos amigos. As opções de lazer são muitas. Porém, é necessário cautela para que o verão não traga consequências danosas à saude. Nunca é demais se prevenir, especialmente das doenças de pele, que são bastante comuns nessa época.
De acordo com o dermatologista Andrei Nonino, problemas relacionados com a exposição solar e com o calor são frequentes no verão, cujo ambientes também favorecem o aparecimento de fungos.
O médico chama a atenção para os cuidados com o sol.''Além das alterações estéticas, como manchas, formação de rugas e envelhecimento da pele, a exposição inadequada ao sol é o principal fator de risco para o aparecimento do câncer de pele'', alerta Nonino, acrescentando que o câncer pode se manisfestar por meio de manchas escuras, feridas que não cicatrizam e pequenos tumores. Vale ressaltar que a radiação solar tem efeito cumulativo. ''Mesmo que a pessoa não se exponha mais ao sol, as alterações na pele podem se manifestar anos depois'', explica o dermatologista.
Por isso, todo cuidado é pouco. Evitar a exposição solar entre 10 e 16 horas e utilizar protetor solar diariamente com fator de proteção (FPS) 15 ou superior são algumas das recomendações de Nonino. Questionado sobre o uso de bronzeador, o médico é categórico: ''não é recomendado, pois, além de não oferecer proteção adequada, estimula a queimadura da pele''.
Além dos problemas relacionados ao sol, o contato com a areia, água do mar e piscina também pode desencadear doenças na pele. Por essa razão, Nonino recomenda evitar ambientes com risco de contaminação, como piscinas não tratadas, areia com fezes de animais e praias próximas a saídas de esgoto ou cuja balneabilidade não seja recomendada pelas autoridades sanitárias locais.
Cuidados específicos
Para Nonino, as crianças, especialmente no verão, devem receber atenção redobrada. Ele explica que a pele das crianças é mais sensível a radiação, sendo necessário o uso de protetores solares específicos -geralmente denominados como infantil.
O médico afirma que entre 75% e 80% da exposição solar acontece até os 18 anos. Considerando que a radiação solar tem efeito cumulativo, os cuidados com crianças são primordiais.
A modelo Maria Luiza Kincheski, 19 anos, nunca teve problemas na pele. Consciente das doenças que o sol pode causar, ela conta que se cuida mais durante o verão. ''Passo protetor solar e faço limpeza de pele'', fala.
Além disso, a jovem modelo não dorme, em hipótese alguma, com maquiagem.
Ela sabe que pele bonita e saudável exige cuidados específicos.

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