Café esquenta economia
de Cornélio Procópio
A indústria do café está em alta em Cornélio Procópio (Norte). Além de possuir uma das maiores fábricas de café solúvel do Brasil, do Grupo Iguaçu, o município conta com a Macsol S/A Manufatura de Café Solúvel, uma fusão do Grupo Iguçu (51% das ações) com a Coca-Cola (49%). Fundada em 1986, em Campinas (SP), a empresa mudou-se no ano passado para Cornélio.
Ao contrário da Companhia Iguaçu, que abastece o mercado interno, a Macsol só exporta seus produtos. Segundo o diretor-presidente Francisco Elói Spagolla, a empresa gera 105 empregos diretos, com uma produção de 150 toneladas/mês de café solúvel. ‘‘Trabalhamos com o sistema free dry, onde usamos baixas temperaturas e baixa pressão no preparo do café. O nosso produto é de altíssima qualidade, mais refinado, voltado exclusivamente para o mercado externo’’, comenta. Os maiores consumidores são a Europa - Alemanha - e o Japão.
AceitaçãoComo a Macsol, só há uma empresa no Brasil, mas os diretores estão mais preocupados com o mercado colombiano, um dos fortes concorrentes na exportação. Spagolla enfatiza que o produto brasileiro tem uma tarifa de 10% para entrar na Europa, ao contrário da Colômbia, que é isenta. Mesmo assim, afirma que o produto brasileiro tem boa aceitação. Tanto é que o faturamento anual está acima de US$ 20 milhões anuais.
Uma das maiores preocupações da empresa é adquirir café de alta qualidade do Paraná e Minas Gerais e de outros estados. ‘‘Temos que ter uma matéria-prima de boa qualidade, pois o nosso sistema é caro e bastante exigente’’, ressalta Spagolla. O diretor diz que a empresa está estudando ampliação a médio prazo. ( A.S.)

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