Cadeias da região estão superlotadas
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 21 de setembro de 2001
Joel Guedes<br> de Umuarama<br> Especial para a Folha 
O crescimento da população carcerária nos 32 municípios da região de Entre-Rios e a situação precária das cadeias públicas, algumas delas com superlotação de presos e outras sucateadas, revelam a necessidade de uma penitenciária regional. Lideranças já defendem o projeto, que seria a solução para os problemas constatados na região.
A proposta de construção da penitenciária partiu do delegado titular da 7ª Subdivisão Policial de Umuarama, Marcolino Aparecido da Costa. A iniciativa já tem apoio declarado do juiz corregedor Alberto Luís Marques dos Santos e algumas lideranças políticas da região, como o prefeito de Umuarama, Fernando Scanavaca (PPB), e o presidente da Associação dos Municípios de Entre-Rios (Amerios), Luiz Sorvos (PSDB). Outras lideranças, entretanto, acham que antes de se tomar qualquer decisão seria necessário uma ampla consulta aos segmentos representativos da sociedade, como os clubes de serviços, associações de moradores e entidades de classe.
Recentemente, os prefeitos da região estiveram debatendo o assunto com Marcolino. Todos concordaram que é necessário pressionar mais o governo do Estado para ampliar investimentos em segurança pública nos municípios da região.
A Amerios enviou ofício para a Secretaria Estadual de Segurança, no qual questiona a possibilidade de construção da penitenciária. Sorvos ressalvou que o projeto deve ser amplamente discutido pelas lideranças e, havendo consenso, reivindicado pelos prefeitos. Outra barreira será identificar um dos 32 municípios da região que tenha interesse em sediar a unidade penal.
Para Marcolino, o mini presídio da 7ª SDP de Umuarama ''é um dos mais seguros do Paraná''. No entanto, não esconde que a cadeia está com superlotação de presos, já que sua capacidade é para 64 e abriga hoje 120 detentos. São presos locais e transferidos de outras comarcas da região, até porque muitas das cadeias públicas da região ou estão lotadas ou apresentam condições precárias. Scanavaca, ao defender a proposta de construção da penitenciária, também reconheceu que o mini presídio está se transformando num ''barril de pólvora'' em função da superlotação carcerária.


