Cada lugar mantinha uma identidade, uma marca, formada pelos frequentadores habituais. Os políticos, os jornalistas, empresários, cada um tinha seu lugar predileto.
O Stuart, por exemplo, recebia com frequência jornalistas. ‘‘Eles terminavam o jornal no bar e depois iam para a redação’’, afirma.
O extinto Vagão do Armistício era um reduto de políticos. ‘‘O interventor Manoel Ribas fazia reuniões com seus aliados no Vagão’’, diz Maria do Carmo.
Os ex-governadores Bento Munhoz da Rocha e Ney Braga iam ao do Stuart. ‘‘O Braga pedia uma pinga e uma empada’’, conta Dino Chiumento atual proprietário. Bento Munhoz da Rocha tinha uma mesa cativa: a 13. ‘‘Todos sabiam que a mesa era dele e respeitavam’’, conta.
Em alguns lugares como o Cinelândia da Ermelino de Leão, o Buraco do Tatu, Gruta da Onça, atendiam ao paladar masculino. Eles serviam iguarias como testículos de boi e carne de onça.

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