Fotos de Marcelo AlmeidaO estudante Rodrigo Schultz adota no dia-a-dia o uso de toucas multicoloridas: ‘‘combina com meu estilo e chama a atenção’’O frio que ameaça chegar em breve vai encontrar muita gente de ‘‘cabeça quente’’. A moda das toucas de lã com estilo radical, lançada já há alguns invernos, promete explodir na próxima estação fria. Bem diferentes dos velhos gorros de lã com pompons no topo, adotam um visual inspirado na streetwear. Consagrados entre rappers, skatistas, snowboarders e outros partidários dos esportes e moda radicais, a mania se espalhou.
Os modelos com brasões de times de basquete, beisebol e hóquei da terra de Tio Sam foram os primeiros a lançar a moda. Atualmente, a turma dos encapuzados ganhou nova força com opções mais coloridas, que buscaram inspiração nas tendências modernas. ‘‘Os listrados vêm com tudo’’, diz Marcelo Morto, diretor de criação da griffe de skatewear Drop Dead. Embarcando nesta onda, marcas de surfwear também investem em modelos com uma queda para o alternativo.
Griffes de surfwear oferecem modelos em várias cores
Ainda prestigiados, os gorros com escudos de times fazem a cabeça principalmente de quem cultua o estilo dos rappers americanos. ‘‘Dá um visual que lembra bem as ruas, fonte principal de inspiração para nossas letras’’, diz o rapper Jota, 19 anos, vocalista da banda Testemunha Ocular, uma das mais atuantes do underground curitibano. ‘‘O problema é que agora virou uma ‘modinha’’’. O público, realmente, é geral, como afirma o gerente de uma grande loja de artigos esportivos da cidade, Paulo Messias. ‘‘Temos fregueses de todo o tipo, dos 7 aos 25 anos. Só as meninas que não aderiram’’.
Opções com escudos de times de basquete, beisebol e hóquei são um sucesso
A estudante e bodyboarder Adriane Macedo, 17, é uma das poucas representantes do sexo feminino que embarcou na onda. ‘‘Mas uso só quando está muito frio, mais em casa ou quando vou para a praia no inverno. No dia-a-dia, acho que não combina com meu visual’’. Já o estudante Rodrigo Schultz, 19 anos, é um usuário incondicional. Possui três modelos que usa tanto para trabalhar como para sair à noite. ‘‘Tem a ver com meu estilo e é legal por que chama a atenção’’. Segundo ele, aquele velho preconceito que qualifica os gorros como parte do figurino de marginais em potencial acabou. ‘‘Só parece coisa de ‘maloca’ se você usar com uma roupa muito largada’’.

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