De acordo com a assessoria de imprensa da América Latina Logística (ALL), empresa que opera na malha ferroviária sul (PR, SC e RS) desde 1997, os maquinistas utilizam a buzina seguindo um procedimento internacional de segurança, praticado por ferrovias do mundo inteiro. No Brasil, a norma 215 do Regulamento Geral de Operação Ferroviária diz que ''deve-se tocar a buzina da locomotiva antes de iniciar a movimentação, quando se aproximar de túneis, viadutos ou de uma passagem de nível''. Neste último caso, deve-se começar a tocar a buzina com suficiente antecedência para que produza o efeito de advertência desejado, cerca de 200 metros antes de chegar ao cruzamento.
A orientação é que a buzina continue sendo tocada até que a passagem esteja ocupada pelo trem. Em outras circunstâncias, quando for necessário, deve-se tocar a buzina como sinal de advertência. O apito também precisa ser utilizado quando as condições climáticas afetam a boa visibilidade.
Quanto ao número de toques, a regulamentação prevê que deve-se soar quatro silvos: dois longos, um curto e outro longo. De acordo com o Código Nacional de Trânsito, a linha férrea é preferencial e é infração gravíssima atravessar a linha férrea sem parar.
Outra medida de segurança feita pela ALL, em parceria com Urbs (Urbanização de Curitiba), foi o reforço da sinalização nos cruzamentos mais críticos. Mas mesmo com o cuidado, a imprudência coloca em risco a vida de pedestres e motoristas. No ano passado foram registrados 12 atropelamentos e 14 acidentes envolvendo veículos. Agora em 2007, no mês de janeiro, já houve um atropelamento e duas colisões com carros. (M.M.)

mockup