Enquanto o caos se apoderava das ruas de Nova York e de Washington, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, deplorava ontem os atos de ''um covarde sem rosto'' e ordenou ao Exército que se colocasse em alerta em todo o mundo. ''A determinação de nossa grande nação está sendo colocada à prova. Mas não tenham a menor dúvida: mostraremos ao mundo que podemos superar isto'', disse Bush depois de os ataques aos centros econômico e militar do país o terem forçado a ocultar seu paradeiro, durante boa parte do dia.
Com a própria Casa Branca sob ameaça de um ataque, o paradeiro do presidente foi mantido em segredo. Ele emitiu uma breve declaração nesta base e garantiu aos norte-americanos que mantinha contato com seu centro de comando em Washington: o vice-presidente Dick Cheney, o secretário de Defesa Donald H. Rumsfeld e a equipe de segurança nacional da Casa Branca. ''Nosso Exército em casa e ao redor do mundo encontra-se em estado de alerta e adotamos as medidas necessárias para continuar com as funções do governo'', disse Bush.
''Venho mantendo contato com os líderes do Congresso e com os líderes mundiais para garantir que faremos tudo o que for necessário para proteger os Estados Unidos e os norte-americanos'', acrescentou.
Posteriormente, às 15h30 (pelo horário de Brasília), ele subiu a bordo do avião presidencial e partiu rumo a um destino desconhecido. A localização da aeronave é mantida em segredo, assim como se ele se encontra em terra ou ar. Por segurança, o avião presidencial Air Force One é escoltado por caças F-16 e um avião de radares do modelo Awac.
Bush estava em uma escola da Flórida quando recebeu a notícia dos devastadores ataques contra Nova York e Washington. Ele passou a tarde fechado em uma casamata desconhecida, num fato inédito na história do país mais poderoso do planeta. Também é mantido em segredo o paradeiro de Dick Cheney e sua esposa, da primeira-dama Laura Bush, e dos líderes democratas no Senado, Tom Daschle, e na Câmara dos Representantes, Richard Gephardt, todos eles custodiados pelo serviço secreto e pela Fema, sigla em inglês para a Agência de Situações Emergenciais.
Em pronunciamento pela televisão, ontem à noite, George W. Bush disse que não fará distinção no castigo aos terroristas que cometeram a onda de atentados em Nova York e Washington e quem os abriga.

mockup