Se existe doença, tem que haver tratamento. O psiquiatra Luiz Paulo Garcia afirma que a terapia comportamental e até o uso de medicamentos são a melhor forma de tratar a compulsão. Remédios anti-depressivos e estabilizadores de humor, ajudam a inibir os impulsos no mecanismo de compulsão. ''O indivíduo passa a ter controle sobre seus impulsos'', explica.
A busca pela terapia é um fator positivo. ''Significa que a pessoa já admitiu a doença, já que o maior problema é a negação do problema. Essa é a maior defesa do doente, quando ele não admite que está doente e que está dependente''.
Nos grandes centros, onde há maior concentração de casas de jogos, a assistência aos jogadores dependentes também é maior. Em São Paulo, Silze Morgado, coordenadora e assessora de Terapia da Vila Serena, entidade que trata pessoas dependentes de álcool e drogas, cuidou há seis anos do primeiro caso de pessoa dependente em jogo.
Segundo ela, o trabalho consiste no acompanhamento do paciente, através de dinâmica de grupo, palestras e troca de experiência. ''A pessoa precisa entender o que sente'', afirma a terapeuta.
Também em São Paulo o Amjo, Ambulatório do Jogo Patológico do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas (HC) da USP, dá apoio a pessoas dependentes do jogo.
Primeiro do gênero no País, o ambulatório também trabalha no sistema de terapia de grupo, pesquisando a dependência do jogo e orientando os pacientes a se libertarem do vício.
O tratamento, segundo Garcia, é feito a longo prazo. ''A pessoa com tendência à impulsividade pode voltar a jogar ou mesmo substituir o vício''.(M.O)

mockup