Busca-se, ainda,
o ‘‘pai’’ do modelo
que deu certo
Londrina emancipou-se de Jataí a 3 de dezembro de 1934, instalando-se o município a 10 do mesmo mês. ‘‘Nasce Londrina. Criada por uma companhia colonizadora, no meio de uma mancha de pequenas propriedades, ela floresce admiravelmente. Deixa par trás, mortas, dezenas de cidades antigas, imersas na miséria latifundiária’’, diz certidão de nascimento assinada por Darcy Ribeiro, na cronologia ‘‘Aos Trancos e Barrancos, como o Brasil deu no que deu’’ (Editora Guanabara - 1985).
O ‘‘pai’’ do modelo dessa colonização, proclamada reforma agrária não-governamental, ainda não foi certificado. Oswald Nixdorf atribuía a si a idéia de se vender pequenos lotes; João Sampaio mencionou a própria experiência na divisão de 84 mil hectares no Noroeste paulista, e Gastão de Mesquita Filho afirmava que o plano fora ‘‘inspirado no êxito de um trabalho semelhante realizado entre 1910 e 1920 pelo inglês James Miller e o escocês Robert Clark’’, com 40 mil alqueires em Biriguí. Fala-se, ainda, que haveria uma recomendação do governo Getúlio Vargas.
Crise prolongada na Europa, crise do café no Brasil, o crash de 1929 na Bolsa de Nova York e as Revoluções de 30 e 32 forçavam à colonização ‘‘caça-níqueis’’, de lotes pequenos, atraindo estrangeiros que precisam emigrar e provocando a migração de colonos principalmente no Estado de São Paulo, que com suas economias podiam comprar a própria terra em Londrina.
Na comemoração dos 50 anos de colonização, em 1975, considerando desde a compra das primeiras glebas em 1925, a Cia. Melhoramentos – sucessora da Cia. de Terras – informou que foram vendidos 546.078 alqueires ou 13.166 km2. Divididos em lotes e chácaras para 41.741 compradores de áreas variáveis entre 5 e 30 alqueires, e cerca de 70 mil datas urbanas com média de 500 metros quadrados. Até então, eram 63 cidades e patrimônios. (W.S.)

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