Os dois principais candidatos ao governo do Rio Grande do Sul, Antonio Britto (PMDB) e Olívio Dutra (PT) criticaram ontem a lei eleitoral. Para o peemedebista, ela gera um ‘‘excesso de candidatos’’, prejudicando a realização de debates e entrevistas. O petista, que defendeu a adoção do voto facultativo, disse que a regra atual é ‘‘casuística’’ e estimula o aparecimento de ‘‘falsos partidos’’ sem representatividade.
Pesquisas de boca-de-urna realizadas pelo Ibope e Vox Populi projetavam, ontem, a realização de segundo turno no Rio Grande do Sul.
Pelo Ibope, o governador licenciado Antônio Britto (PMDB) teria 49% dos votos válidos, contra 51% da soma dos adversários. O candidato Olívio Dutra (PT) ficaria com 44% dos votos. Emília Fernandes (PDT) teria 6% e os quatro outros candidatos ficariam com 1%.
Entretanto, de acordo com os números do Vox Populi, o candidato do PT teria 45% dos votos, à frente dos 43% de Britto .
Em entrevista a uma emissora de rádio local, pela manhã, Britto também fez suas primeiras críticas às pesquisas de intenção de voto nesta campanha. Segundo ele, na reta final nos estados em que há disputa acirrada, ‘‘os institutos resolvem fazer política como os políticos’’ e ‘‘se protegem’’ colocando as diferenças entre os principais candidatos na margem de erro.
Na eleição de 1994, o governador licenciado teve 49,2% dos votos válidos no primeiro turno, ante os 34,7% obtidos por Olívio, e venceu na segunda votação por 49% a 45%.
Tanto o governador licenciado quanto o candidato do PT votaram à tarde, depois de reservar a manhã para acompanhar os votos de seus principais aliados nas chapas majoritárias. Em todo o Estado a votação foi tranquila, com poucas ocorrências de propaganda de boca-de-urna.
Os maiores problemas foram causados pelo mau funcionamento de urnas eletrônicas em alguns dos 30 municípios gaúchos onde o sistema é utilizado.

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