Até chegar ao espetáculo, a turminha do CEI do Expedicionário percorreu um caminho cheio de brincadeiras. Numa oficina alguns estudantes produziram seus brinquedos com papel, jornal e materiais recicláveis. A escola observou que a atividade reduziu a bagunça na hora do recreio e também a agressividade dos pequenos. A proposta era direcionar a energia da criançada para o lúdico, trocas saudáveis e trabalhar a auto-estima. Um trabalho de transformação do ambiente escolar, a longo prazo.
''A brincadeira é uma importante ferramenta que temos contra a agressividade que eles demonstram na escola. Isso é resultado do cotidiano, das famílias desestruturadas, carentes, debilitadas. Na hora do recreio, a brincadeira ameniza, evita confusões e brigas, promove a união e integração das crianças'', explica Marina, informando que todos os alunos são moradores da Vila Uberlândia, uma comunidade carente. ''A arte circense é bastante envolvente. Dá trabalho organizar os alunos e o espetáculo, mas tenho muito prazer em realizar esse trabalho'', disse ela.
A diretora do CEI, Cláudia Gemin Meiga, acrescenta que as apresentações circenses colaboraram para atrair a presença dos pais na escola. ''O espetáculo trouxe as famílias para dentro do CEI. Isso é muito importante para o nosso trabalho e para as crianças'', reforça. ''A escola é integral e precisamos realizar essas atividades diferenciadas e oficinas no turno da tarde, que servem como apoio pedagógico, inclusive. A participação deles vinculada a colaboração em sala de aula os incentivou a tomarem outras atitudes e postura na escola. Isso está comprovado'', conclui Meiga. (F.G.)

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