Reprodução Museu Histórico de CambéWillie Davids, da CTNP, recebe emissários de Dantzig em junho de 32, que vieram apurar denúncias. Werner Tkoltz está entre o senador danziguense Willibald Wiercirski-Keiser e o engenheiro Oscar Greiser, comissário de imigraçãoO território de Dantzig pertencia à Alemanha até pouco tempo antes da 1ª Guerra Mundial. Entre a 1ª e a 2º guerras (1918-1945), o local viveu como território livre, embora em grande dependência econômica dos alemães. Os danziguenses que imigraram para o Brasil orgulharem-se de terem vindo de um local livre, mas os brasileiros não faziam distinção entre eles e os alemães.
As consequências da confusão foram sentidas principalmente durante a 2ª Guerra. Posicionado a favor dos Aliados (Estados Unidos, França, Inglaterra, que venceram a Guerra) e contra o Eixo (Alemanha, Itália e Japão), o Brasil passou a fazer restrições aos imigrantes daqueles países.
Logicamente, com os danziguenses não foi diferente. Eles também precisavam de salvo-condutos para se locomover entre uma cidade brasileira e outra e, ao menor sinal do que os brasileiros pudessem entender como deslizes, eram tidos como ‘‘espiões de Hitler’’. Nomes de lojas e até de times de futebol tiveram que ser mudados.
Dantzig havia sido bombardeada pelo Exército alemão. No Brasil, os danziguenses eram considerados aliados da Alemanha. A falta de informação, portanto, impôs ainda mais dificuldades aos imigrantes que começavam a se adaptar à nova realidade de um país aonde haviam chegado menos de uma década antes.
Para piorar ainda mais a situação, os ingleses da Companhia de Terras, que podiam ajudar os imigrantes fornecendo informações corretas às autoridades, voltavam para a Inglaterra. Seu país convocava todo o capital que estava espalhado pelo mundo para engrossar os recursos necessários para enfrentar mais uma guerra.
Terminada a 2ª Guerra Mundial, Dantzig passou para o domínio da Polônia, e hoje é conhecida como Gdanski. (B..)

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