A Associação Nacional dos Fabricantes de Alimentos para Animais de Estimação (Anfal) estima que o Brasil tenha 28 milhões de cães domesticados, 12 milhões de gatos e quatro milhões de outros animais de estimação. Destes, 37% consomem ração industrializada.
  A expectativa de crescimento se baseia, principalmente, nos cuidados que o proprietário tem com seu animal de estimação. Segundo o consultor de administração geral do Sebrae em São Paulo, Sérgio Diniz, a presença e o carinho que o dono tem com cachorros, gatos e outros animais domésticos começou há duas décadas. O especialista associa o fato ao aumento do número de pessoas que moram sozinhas. ‘‘É uma forma de preencher um vazio, se sentir útil cuidando de alguém’’, explica.
  Esse é o caso da aposentada Maria José Felix, 65 anos. Moradora do Lago Sul, em Brasília, ela tem dois poodles e um gato que vivem com ela em uma casa de quatro quartos. Maria morava com o marido, que faleceu ano passado, e com os filhos, que já saíram de casa. ‘‘Se não fossem esses bichinhos, não sei como seria minha vida’’, afirma a aposentada, que dedica a maior parte do dia à rotina de dar banho, passear e cuidar dos pequenos animais. ‘‘São meus filhos’’, conta.
  A empresária Norma Gonçalves tem três cães da raça pug e, com eles, uma despesa alta. Segundo ela, os animais são como crianças que precisam de carinho, dedicação e certos cuidados que exigem dos donos um certo poder aquisitivo para arcar com as despesas. Cada cão dessa raça vale entre R$ 1.200 mil e R$ 2 mil.

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