Brasil é pouco inovador, aponta pesquisa
Apesar da importância do assunto, o número de empreendimentos voltados para a inovação ainda é pequeno no Brasil, se comparado com o restante do mundo. É o que aponta a Pesquisa Global Entrepreneurship Monitor, realizada anualmente pelo Sebrae Nacional em parceria com o Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP).
Uma prova de que o brasileiro inova pouco, segundo o levantamento, é que apenas 6,8% dos empreendedores iniciais introduzem alguma novidade em seus produtos. Essa realidade coloca o Brasil na penúltima posição entre os 54 países pesquisados, ganhando somente de Bangladesh (sul da Ásia).
Para André Basso, consultor do Sebrae/PR, vários fatores contribuem para que o brasileiro dê pouca importância para a criação de novos produtos. Um deles é cultural, seguido do nível de escolaridade e, por fim, mas não menos importante, o fato de o país ter um grande mercado consumidor. Com um amplo mercado, o empreendedor brasileiro consegue vender seus produtos, mesmo que eles não sejam inovadores, diz.
Por outro lado, o Brasil ficou em terceiro lugar no ranking de empreendedorismo entre os 54 países analisados na pesquisa. Perdeu apenas para a China, que lidera o levantamento, com 370 milhões de empresários, e para os Estados Unidos, que ocupa a segunda colocação, com 40 milhões.
O território brasileiro possui 27 milhões de pessoas envolvidas em processo de criação de um negócio próprio, o que mostra que um a cada quatro brasileiros adultos é um empreendedor. Um fato interessante revelado pelo estudo é que o brasileiro está empreendendo mais por oportunidade do que por necessidade, o que já aconteceu no passado.
O fato de o brasileiro ser um povo empreendedor pode refletir no cenário da inovação. Perspectivas positivas apontam que esta característica pode contribuir para o despertar do empresariado para a necessidade de inovar em seus produtos e serviços, o que já vem acontecendo aos poucos. (Reportagem Local).





