O número de aprovação de unidades habitacionais pela Secretaria de Obras de Londrina cresceu 28% no primeiro semestre deste ano em comparação com 2009. De 1º de janeiro a 30 de junho de 2010, o Município aprovou a construção de 698 casas, em média, por mês. No ano passado, de janeiro a dezembro, essa média foi de 544 unidades.
Os números da Caixa Econômica referentes aos 92 municípios da Superintendência Regional Norte do Paraná são outro bom termômetro para avaliar a performance da construção civil. Neste caso, o crescimento é de 44%. O banco liberou, em média,
R$ 41.824 milhões por mês no ano passado e agora tem liberado R$ 60.524 milhões mensais.
‘‘Vai melhorar mais ainda’’, acredita o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), Osmar Ceolin Alves. Ele lembra que o País tem um deficit de 7,5 milhões de moradias. De acordo com Alves, as medidas tomadas pelo governo, como redução de juros e aumento para R$ 500 mil do teto para financiamento com recursos do FGTS, são a razão do excelente momento vivido pelo setor. ‘‘Além disso, as taxas de rentabilidade de ações e fundos caíram, o que fez o investidor migrar para os imóveis, que são mais seguros’’, afirma.
O presidente do Sinduscon aposta num crescimento maior no segundo semestre em virtude do Programa Minha Casa Minha Vida que ‘‘amplia as chances das classes populares adquirirem imóveis’’. Segundo a Caixa Econômica, o programa responde por 56% dos valores contratados no primeiro semestre na região.
O superintendente regional do banco, Roberto Luiz Bachmann, comemora um total de R$ 363,1 milhões contratados no primeiro semestre. ‘‘Já atingimos mais de duas vezes o valor contratado em todo o ano de 2008 (R$ 167.372)’’, afirma. O crescimento da liberação de crédito na região está acima da média nacional. Na mesma comparação feita por Bachmann, o incremento em todo o território nacional foi de 46% – saindo de R$ 23,3 bilhões para R$ 34,1 bilhões.
Outra comparação impressionante: o total emprestado no primeiro semestre deste ano pela regional Norte do Paraná equivale a pouco mais de 10 vezes o montante de 2003 (R$ 35 milhões). No País, a mesma diferença é de 7 vezes mais. ‘‘Na nossa região, tivemos uma mobilização interessante de empresários da construção civil e prefeitos, no sentido de fazer o maior número possível de unidades habitacionais’’, avalia o superintendente.
Mas, segundo ele, não são somente as classes emergentes que estão se beneficiando dos empréstimos da Caixa. ‘‘Já liberamos pelo menos uns 10 negócios de imóveis com valores superiores a R$ 1 milhão’’, conta. As parcelas mensais, nesses casos, podem atingir R$ 15 mil. Bachmann acredita que, além das facilidades de acesso ao crédito que o governo tem oferecido, outro fator importante deve ser destacado: ‘‘A grande maioria das pessoas que procura a Caixa está na faixa dos 30 anos de idade. São pessoas que não sabem o que é inflação, que não foram contaminadas pelo vírus da inflação. E, por isso, têm mais coragem de se comprometer a longo prazo’’, avalia.

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