Bonsai é a paixão de Takeshima
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 05 de junho de 1997
Luka Morais 
Eu sou doido por bonsai. Natural de Kochi, no Japão, Massaro Takeshima, 76 anos, casado, dois filhos, passa o dia no meio de suas plantas numa chácara na zona sul de Londrina. Ele cultiva mais de 200 árvores plantadas em pequenos vasos, alguns minúsculos. E vai logo explicando o significado da arte que desenvolve: bon quer dizer bandeja e sai, cultivo. Cinco décadas de dedicação, despertaram em Takeshima o amor pelo trabalho. É como um bebê que a mãe tem que cuidar todo dia, compara.
Ele passa os olhos por todas as plantas, observando as que necessitam de água, poda, limpeza ou correções em sua postura. Pedaços de arame ajudam a dar o contorno desejado aos pequenos galhos e ramos. Um trabalho cujo resultado leva anos para aparecer. Preciso viver mais 100 anos para ver como vão ficar bonitos os bonsais.
Há cinco anos Takeshima transmite o conhecimento adquirido inicialmente em livros a um grupo de pessoas interessadas em aprender a arte do bonsai. O grupo se reúne todo terceiro sábado do mês em uma chácara. Aos que desejam aprender os segredos da arte milenar surgida na China e aperfeiçada pelos japoneses, o mestre aponta os requisitos básicos: amor, dedicação e paciência.


