Casa nova é sinônimo de renovação e de cuidado. Com o setor da construção civil aquecido, toda uma rede de serviços e comércio é beneficiada. Nunca se instalou tantos sistemas de segurança e nunca se fez tantos projetos de móveis personalizados e de áreas de lazer, por exemplo. Algumas empresas só não estão vendendo mais por falta de mão de obra ou de estrutura para atender um número ainda maior de clientes.
É o caso da Master Seg, especializada em segurança de imóveis residenciais e comerciais. Segundo Paulo Lopes, supervisor do Departamento Comercial da empresa, o setor tem sido diretamente beneficiado pelo atual momento. ''Executamos vários serviços dentro do sistema de um condomínio, residência ou prédio comercial, como instalação de interfone, cerca elétrica, câmeras, sistema de pânico, antena coletiva e automação dos portões. Portanto, se a construção civil vai bem, nós também vamos.''
A empresa tem 10 anos e, segundo Lopes, as vendas aumentaram cerca de 40% nos últimos três anos. ''Atendemos algumas das principais construtoras e temos clientes particulares em Londrina e região. Poderíamos atender mais cidades, mas esbarramos na falta de mão de obra qualificada'', confessa o supervisor. Ele revela que a empresa começou a operar com seis funcionários. Hoje são 35, para uma clientela de aproximadamente 5 mil clientes ativos (aqueles que, além de adquirir os equipamentos, continuam dependendo de algum serviço da empresa, como o monitoramento em tempo integral das imagens geradas pelas câmeras de segurança). Além dos clientes ativos, ele explica que há aqueles que instalam os equipamentos à época da construção do imóvel e passam a operá-los por conta própria.
Um dos condomínios atendidos pela empresa é o Brisas Residence Club Lago Igapó, na Gleba Palhano (Zona Sul). Lá foram instaladas 32 câmeras de segurança, que operam em conjunto com um sistema veicular e sistema perimetral de cercas elétricas e barreiras de infra-vermelho em toda a fachada do empreendimento. Em breve mais equipamentos devem ser instalados. ''Pensamos em aumentar o número de câmeras em pontos ainda descobertos. Além de deixar os moradores mais seguros, é uma forma de sabermos quem desrespeita o regimento interno'', argumenta o síndico Rafael Junior Figueiredo.
Na Campi Cozinhas Artesanais, foram investidos R$ 2 milhões nos últimos anos para reformular a loja e aumentar a capacidade de produção. Atualmente a fábrica, localizada em Cambé (Norte), tem 2,5 mil metros quadrados e até o mês de novembro ganhará mais mil metros quadrados, o que aumentará em 20% a capacidade de produção. ''Temos trabalhado nos últimos anos com uma procura maior que a nossa capacidade de produção. Para se ter uma ideia, a partir de agosto já não podemos mais atender aqueles clientes que querem a entrega rápida do produto. Precisamos de um prazo de pelo menos dois meses'', informa o proprietário, Valdecir Campi.
A empresa foi fundada pela família há mais de 40 anos e, graças à construção civil, tem crescido de 20 a 30% ao ano, nos últimos seis anos. ''Desde 2006, não falta serviço para nós'', comemora o empresário, que produz móveis sob medida para todo tipo de ambiente.

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