Bons modos ensinados para várias gerações
Marcelo AlmeidaGilda Munhoz da Rocha, com as filhas. Ela foi instrutora por vários anos na SociparAliete Prosdócimo desembarcou elegantemente de um táxi e ouviu, espantada, o pedido do motorista para que ela voltasse a entrar e sair. A senhora é a primeira pessoa que sai do meu carro sem bater a cabeça. Como é que a senhora fez isso?. Entrar e sair de um carro é uma das aulas do curso de postura e andamento promovido pelo Espaço Socipar. As aulas ainda abordam como subir e descer escadas, sentar-se corretamente, vestir um casaco, carregar um pacote e até abaixar-se para apanhar algo no chão. Nem sempre percebemos que não temos uma postura correta em diversas situações, justifica Aliete.
A afirmação encontra eco na voz de pessoas como Iolanda Macedo, que frequenta a Socipar desde sua fundação. Por mais que já se saiba, sempre se pode aprender novas coisas, acredita. Suas filhas, Sandra e Adriana, também passaram pela aulas de andamento e postura. Na opinião de Iolanda, cursos de etiqueta não perdem a atualidade, porque estão sempre se renovando.
Marcelo AlmeidaIolanda Macedo fez o curso na antiga Socila e fez questão de matricular as filhas na Socipar
Até nos segmentos mais fechados e machistas, Aliete derrubou as barreiras do preconceito com que os homens costumam considerar as frescuras do refinamento social. Por vários anos, a Socipar penetrou no universo da Academia Militar do Guatupê e da Escola de Oficiais da antiga Base Aérea, a fim de preparar os futuros oficiais e suas esposas para um convívio social mais sofisticado. Isso incluía não só noções de como se portar à mesa, mas até de como cumprimentar as pessoas.
Mesmo nas melhores famílias, em que teoricamente a educação é um fator tão natural que nem chega a ser questionado, filhas rebeldes podem achar que certas regrinhas são caretas. Nessas horas, em que o choque de gerações é inevitável, os cursos da Socipar trazem uma realidade mais amena - independente do que se aprende em casa.





