A educação vem ganhando raízes consistentes em Assaí. Além do poder público, setores da sociedade, como as igrejas católica e evangélica, investem para que o ensino tenha mais qualidade. A FOLHA visitou duas interessantes iniciativas de educação infantil que funcionam no município. Crianças sorridentes, com alimentação controlada por nutricionista e começando a caminhar rumo à alfabetização formam os cenários encontrados.

O Instituto Santa Paula, mantido por padres da Congregação Sagrada Família, coordena três centros de educação em Assaí: o Criança Feliz, para alunos do berçário até três anos, o Oásis Santa Paula, que acolhe crianças de três a cinco anos e uma escola de ensino fundamental que tem o Rotary Club da cidade como parceiro. No total, são mais de 300 crianças atendidas pelo Instituto.

Italiano de Bérgamo, o padre Fiorenzo Longhi, há 17 anos trabalhando no Brasil, é o diretor do Instituto. Ele explica que a prefeitura paga o aluguel do prédio onde funciona o Oásis Santa Paula e o salário de parte dos professores. O restante ‘‘vem da generosidade das pessoas de Assa풒, conforme comenta o padre. Promoções feitas pela igreja, como festivais de prêmios e bazares, garantem os recursos; que chegam também de algumas famílias italianas que contribuem com as crianças assaienses.

‘‘Contudo, sempre estamos precisando de algo mais. As doações não são suficientes. O que nos ajudou muito foi um recente bazar com produtos apreendidos pela Receita Federal’’, diz o padre. No entanto, apesar da necessidade de mais recursos, a boa administração do que já existe garante qualidade. Nada falta às crianças.

A qualidade é colocada sempre em primeiro lugar. ‘‘Primamos por ter poucas crianças em cada sala, para que as professoras possam fazer um bom trabalho’’, comenta o padre. ‘‘No início, nossa intenção era atender somente crianças pobres. Hoje, pessoas de todas as classes sociais querem vaga conosco para seus filhos’’, complementa a diretora de educação infantil, Silvana Miranda Valentim.

Leia a reportagem completa de Wilham Santin, especial para a FOLHA, em conteúdo exclusivo para assinantes.

Leia Também:

Desde 2008, estudantes têm acesso ao ensino superior

mockup