Produzir bonés e camisetas é o negócio de Luiz Kono, que há três anos deixou de revender máquinas agrícolas - onde ficou 26 anos - para abrir sua fábrica. É a Temakol, que emprega 15 funcionários e produz 50 mil bonés/mês, a maioria para São Paulo.
Para incrementar seu negócio, Kono começou agora a fabricar camisetas para propaganda. ‘‘É um composto de produtos’’, diz. Com um volume de 10 mil camisetas/mês, Kono avalia que a concorrência é a maior dificuldade. ‘‘Tem muita gente no ramo, mas vou crescendo devagar’’, promete.
Outro fabricante de camisetas, Ademir Moreno, reclama da concorrência dos produtos asiáticos. ‘‘Entram no Brasil camisetas que custam R$ 1,00, R$ 1,20. Não dá para concorrer’’, admite. Há sete anos no mercado, Moreno conta que seu produto tem um diferencial: além de confeccionar a camiseta, ele faz estamparia aberta. Esse tipo de estampa - segundo Moreno - só pode ser feito com a camiseta aberta, antes de ser costurada. ‘‘Com isso, o cliente acaba fazendo as duas coisas comigo: a estampa e a camiseta’’.
Com três funcionários, a produção da Sadalu é de 3 mil peças/mês. ‘‘É um mercado muito oscilante. Tem mês que faço 5 mil, 6 mil peças’’, fala Moreno. Segundo ele, o importante é que sua empresa continua produzindo, enquanto houve uma quebra grande no setor. Como a confecção funciona na sua casa, no Jardim Piza, e a estamparia, na casa do pai, ele não paga aluguel.
Tudo enxutoTransformar a Boné & Art numa empresa ‘‘virtual’’ foi a saída. Assim, Luíza Mattke e sua sócia se desfizeram da estrutura montada há dois anos e meio e agora terceirizam toda a produção. Elas chegaram a ter 25 funcionários e um barracão. Este ano, enxugaram tudo. Estão apenas com uma funcionária para o serviço administrativo e ocupam uma sala.
É desta sala que as duas - ela, arquiteta, e a sócia, professora - comandam todo o trabalho. A Boné & Art produz 10 mil bonés/mês. ‘‘É a metade do que achamos ideal. Mas continuamos no mercado por pura teimosia’’, diz Luíza. Segundo ela, os equipamentos da fábrica foram usados como pagamento do acerto de contas nas demissões dos funcionários. ‘‘Agora os antigos funcionários fazem o serviço de forma terceirizada’’.
Luíza aponta uma vantagem do sistema: a qualidade. ‘‘Como eles são os donos do serviço, a qualidade é melhor do que quando trabalhavam para nós. Se não sair um bom produto nós não compramos. Antes, absorvíamos o prejuízo’’.
A marca já vendeu para Amapá, Rio Grande do Sul, Rondônia, Pará. ‘‘E sempre chegam pedidos de outras partes, porque nosso produto é de primeira, com tecido, espuma e acabamento de boa qualidade’’, anuncia. (C.P.)

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