Ter como chefe alguém intolerante, desrespeitoso e que exige a realização das tarefas mais absurdas é o pesadelo de qualquer assistente. Essa situação foi abordada em ‘‘O Diabo Veste Prada’’, produção hollywoodiana de 2006, baseada no livro homônimo de Lauren Weisberger. A jornalista transpôs para a ficção sua experiência como principal assistente de uma famosa editora de moda de Nova York. No filme, as assistentes são atormentadas 24 horas por dia pela chefe, com os pedidos mais esdrúxulos.
  A consultora de Recursos Humanos Camila Mariano argumenta que, na vida real, é possível, e até recomendável, ponderar algumas atitudes adotadas pelo profissional a quem se está dando suporte. Ou seja, aceitar tudo sem argumentar, está fora de questão.
  Segundo ela, o bom senso deve prevalecer, pois, se o assistente não tiver a capacidade de fazer uma análise crítica das situações, pode até passar uma imagem ruim. ‘‘Muitas vezes, é preciso fazer com o chefe perceba que aquilo que ele está pedindo não é tão importante naquele momento’’, avalia a especialista. (L.X.)

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