O desenvolvimento do bairro Tarumã, na região norte da cidade, veio a cavalo. Segundo dados da prefeitura de Curitiba, até meados da década de 50 a região se caracterizava por extensos campos e banhados. Foi com a vinda do Jockey Club do Paraná para aquela área que seu desenvolvimento foi acelerado, principalmente ao longo da Avenida Victor Ferreira do Amaral que liga a capital paranaense aos municípios de Piraquara e Pinhais, na Região Metropolitana.
O Tarumã foi batizado em referência às árvores que abundavam no local. Com o passar do tempo, o bairro ficou mais conhecido por suas atrações esportivas, que vão além das corridas de cavalo.
O Ginásio do Tarumã já hospedou a equipe de vôlei do Rexona (hoje Rexona-Ades) entre 1997 e 2003, e também alguns treinos da Seleção Brasileira de handebol. Em maio deste ano, o Ginásio sediou o Campeonato Brasileiro de Ginástica Artística e Rítmica, última competição desse tipo antes do Pan Americano.
Nessa época, o mecânico Emanuel Messias, morador do Tarumã há 25 anos, levou a filha de 14 anos para ver as estrelas da ginástica brasileira. ''Sempre que elas (as ginastas) estão lá, a gente vai ver'', conta. Segundo ele, este tipo de atração serve como incentivo às meninas mais jovens. ''Minha mais nova é amiga da Daiane (dos Santos)'', gaba-se.
Além de incentivar o esporte no Paraná, as competições trazem bom lucro a Lourival de Jesus, proprietário de uma banca de revistas próxima ao Ginásio do Tarumã. ''O movimento dobra quando tem jogo'', afirma o comerciante.
Também fica no bairro a sede da Federação Paranaense de Futebol e o estádio Pinheirão. Este último já recebeu um amistoso da Seleção Brasileira e foi o palco de várias finais do Campeonato Paranaense de Futebol, inclusive o último, onde o Paraná Clube levou o título ao empatar com a Associação Desportiva Atlética do Paraná (Adap). Atualmente o Pinheirão está interditado por questões de segurança.

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