Das cerca de 33 mil famílias de Londrina que vivem com renda de até três salários mínimos mensais, 16.183 receberam os recursos do Bolsa-Família do Governo Federal em novembro. Como o teto de inclusão estabelecido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é de cerca de 14,5 mil famílias, novas inclusões só são possíveis após a exclusão de outras. O repasse de recursos em novembro foi de R$ 971 mil.
A gestora do Programa Bolsa-Família em Londrina, a assistente social Marilys Garani, explicou que todos que se enquadram no perfil do programa podem se cadastrar. ''O cadastro pode ser feito em qualquer um dos 13 Centros de Referência em Assistência Social (Cras) do Município'', esclarece. Depois disso, as famílias são visitadas por um assistente social e, se aprovadas, passam a integrar o banco de dados - chamado de Cadastro Único. O cadastro precisa ser atualizado pelos interessados a cada dois anos. Em Londrina, aproximadamente 25 mil famílias de um universo de 33 mil já teriam sido visitadas.
Garani diz que os cancelamentos e inclusões são diárias. A média de novas famílias beneficiadas, segundo ela, gira em torno de 50 ao mês. Em novembro 81 famílias deixaram de receber o repasse.
Mas a assistente social garante que quem não recebe o Bolsa-Família não fica totalmente desassistido. Estas famílias são enquadradas em outros programas de transferência de renda mantidos pelo Município, como o Bolsa-Idoso, o Cupom-Alimentação, o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI).
Para Garani, essas experiências têm atingido o objetivo maior de ''garantir que as famílias assistidas tenham condições de exercer três direitos principais: acesso à renda, à educação e à saúde''.

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