Boa idéia a serviço do social
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 08 de fevereiro de 2008
André Amorim<br> Equipe da Folha 
Muitas vezes, para fazer o bem ao próximo não é necessário investimentos milionários, tampouco grandes estruturas. Basta uma boa idéia e gente disposta para colocá-la em prática.
Foi o que ocorreu, há cerca de um ano, com seis imobiliárias da capital paranaense. Elas notaram que muitas pessoas deixavam nos imóveis de onde saiam vários objetos, a maioria danificado, ou mal conservado, mas que poderiam fazer a diferença nas mãos de quem não tem nada.
Em uma conversa com o presidente da Fundação Ecumênica de Proteção ao Excepcional (Fepe), o empresário Luis Fernando Gottschild, da imobiliária Razão, teve uma idéia: por que não ajudar a quem precisa com aquilo que muita gente não precisa mais?
Este foi o estopim para o nascimento da Rede Solidária, que funciona como intermediária entre as pessoas que querem doar e não sabem como, e quatro entidades de assistência social: Associação Franciscana de Educação ao Cidadão Especial (Afece), Hospital Pequeno Príncipe, Sociedade Socorro aos Necessitados e Fundação Ecumênica de Proteção ao Excepcional (Fepe).
A Rede Solidária recolhe as doações de vários tipos de material (móveis, eletrodomésticos, livros, brinquedos, etc.) e as leva para um depósito no bairro Jardim das Américas, onde todas as quartas-feiras é realizado um bazar. A renda obtida com a vendas dos objetos é repassada às entidades beneficiadas.
Além das pessoas que se livram dos itens que não têm mais serventia e das instituições sociais que recebem doações em dinheiro, também são beneficiados os clientes do bazar, na maioria pessoas de baixa renda, que encontram objetos em condições razoáveis e por um preço bem camarada. Muitas vezes é preciso reformar ou consertar algum produto, mesmo assim, o preço diminuto faz o negócio valer a pena (leia reportagem nesta página).
Até hoje, as instituições já receberam, em média, R$ 10 mil cada uma com a renda arrecadada no bazar. Segundo Luis Gottschild, as imobiliárias repassam o dinheiro para Fepe, que se encarrega em distribuí-lo às outras entidades. Esse verba pode não parecer muito significativa, mas faz diferença no orçamento dessas instituições.
Segundo Nelise Valenga, que atua na área de recursos humanos da Afece, essa contribuição está ajudando a acelerar os processos de expansão da associação. ''Veio em boa hora, estamos ampliando a sede e contratando mais pessoas'', diz. Além do dinheiro em si, ela aponta como outro grande benefício a divulgação do trabalho da entidade através das ações da Rede Solidária. ''Todo evento, todo folder, aparece o nosso nome, isso é muito bom'', avalia.
Serviço
- O bazar acontece às quartas-feiras, das 9 às 17 horas, na Rua Marechal Cardoso Júnior, 1.254, Jardim das Américas, próximo à Avenida das Torres.


