Um bloqueio feito pelos servidores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) por conta da paralisação que acontece hoje (7) na instituição impediu a entrada de veículos de professores, alunos e visitantes no começo da manhã. Por ordem do Sindicato dos Servidores da UEL (Assuel), todas as cancelas de acesso à universidade foram fechadas por volta das 6h30 e somente reabertas às 10h. Os funcionários do Hospital Universitário (HU) de Londrina também decidiram fechar o plantão do Pronto Socorro nesta quarta-feira, das 11h às 18h.

Os docentes foram pegos de surpresa com a medida tomada pelos servidores o que, segundo a secretária geral do Sindicato dos Professores da UEL (Sindiprol), Sílvia Alapaniam, impediu que um arrastão de mobilização marcado para as 8h acontecesse no local. Para ela, a decisão da Assuel causou um desconforto entre os dois sindicatos. "Temos interesses diferentes nessa paralisação, mas o que os servidores fizeram não só nos atrapalhou como cerceou nosso direito de ir e vir", frisou a docente.

Até o fim da manhã desta quarta-feira diversos carros estavam parados nas entradas que dão acesso à instiuição. Muitos dos veículos tiveram que ser estacionados sobre o meio fio por falta de vaga. Sílvia afirmou que num dos momentos mais tensos, um professor chegou a usar um facão para cortar a faixa que bloqueava o acesso à UEL. Um vigilante que não quis se identificar afirmou que outro docente ainda tentou furar o bloqueio com um carro. A informação foi rebatida por outro docente que disse que, depois do ocorrido, o veículo em questão foi atingido por uma pedra arremessada por um dos manifestantes.

O professor do curso de Ciências Sociais, Ariovaldo Santos, disse que a medida dos servidores causou indignação entre os docentes. "O presidente do sindicato deles participou de uma de nossas assembleias e em nenhum momento afirmou que aconteceria um piquete na entrada para impedir o livre acesso à UEL. Isso foi um desrespeito, uma medida truculenta", desabafou o professor.

"Essa medida faz parte do movimento deles, mas nos causou um constrangimento", amenizou Sílvia. De acordo a secretária geral do Sindiprol, a reitora Nádina Moreno chegou a ameaçar chamar a polícia caso os acessos à Universidade não fossem liberados.

Até o momento, nenhum representante da Assuel foi encontrado para comentar o ocorrido.

Reivindicação
A categoria pede que o Governo volte a negociar a implantação do Plano de Cargo, Carreiras e Salários (PCCS). Devido aos protestos, o trânsito ficou complicado nas ruas Prefeito Faria Lima, Constantino Pialarissi e Aniceto Espiga, que dão acesso à Universidade.

Agenda do dia
Outras reuniões entre os docentes que estavam previstas para o período da tarde e da noite devem acontecer normalmente, conforme explicou a secretária geral do
Sindiprol. Uma das concentrações de professores está marcada para às 14h e outra agendada para às 19h.

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