Entidade destaca os programas de reflorestamento no Estado e a criação da Rede de Biodiversidade, inédita no País
Arquivo FolhaPico do Marumbi, na Serra do Mar: programa de reflorestamento atinge também as florestas nativasO trabalho realizado pelo Governo do Paraná para a proteção da natureza e recuperação de florestas foi reconhecido pela Biosfera, Sociedade Brasileira para a Valorização do Meio Ambiente, que entregou no dia 15 de junho uma menção honrosa ao secretário estadual do Meio Ambiente, Hitoshi Nakamura. A solenidade faz parte da programação da Forest 99 - 5º Congresso e Exposição Internacional sobre Florestas. Durante o congresso, o secretário Hitoshi Nakamura apresentou a evolução e as perspectivas na área de desenvolvimento florestal. Num ritmo de plantio de 200 árvores por minuto, o Paraná já garantiu nos últimos dois anos 600 mil hectares de área reflorestada. Segundo o secretário, os números significam equilíbrio entre consumo e demanda de madeira. ‘‘Atendemos a necessidade de matéria-prima industrial e ao mesmo tempo evitamos a pressão sobre as florestas nativas’’.
Antes dos programas de reflorestamento, havia um déficit entre produção e demanda: a cada três árvores cortadas, era feita a reposição de apenas uma. A previsão é de que num prazo de cinco anos a área de reflorestamento no Estado chegue a um milhão de hectares. No Paraná, todas as ações de proteção e recuperação da flora e da fauna estão sendo interligadas para formar a Rede de Biodiversidade. ‘‘É uma iniciativa inédita no Brasil, estamos direcionando tudo que está sendo feito pelo governo e também pela iniciativa privada num esforço único para a preservação da biodiversidade’’, diz Hitoshi.
FlorestasO mesmo esforço que resultou no sucesso dos programas de reflorestamento vem sendo feito para a recuperação das florestas nativas. Só no último ano, 15 milhões de mudas foram plantadas nas margens de rios para recomposição da mata ciliar. No mesmo período, o Programa Florestas Municipais e o Sistema de Reposição Florestal Obrigatória (Serflor) foram responsáveis pelo plantio de mais de 120 árvores por minuto, num total de 128 milhões de mudas. Unidades de conservação e reservas legais estarão interligadas pela Rede de Biodiversidade a grandes áreas de preservação como parques e Floresta Atlântica. Este ano serão investidos na região da Mata Atlântica US$ 2,5 milhões através do Programa de Proteção da Floresta Atlântica, uma cooperação entre o Governo do Estado e a República Federal da Alemanha, financiado pelo Banco Kreditanstalt fur Wiederaufbau(KfW). No total, serão investidos US$ 20 milhões num prazo de cinco anos, sendo US$11 milhões a fundo perdido provenientes do governo alemão e US$7 milhões como contrapartida no Estado.
Outro programa desenvolvido pelo Governo do Estado na região da Floresta Atlântica é o Plantando o Palmito. Só neste ano, o programa garantirá o plantio de 3,5 milhões de árvores no litoral. As mudas foram produzidas numa parceria entre Secretaria Estadual do Meio Ambiente e prefeituras e estão sendo distribuídas às mil famílias cadastradas no projeto. Plantando Palmito está direcionando a atenção do pequeno agricultor para a importância do plantio e do manejo florestal. ‘‘Queremos garantir a sobrevivência destas famílias e evitar o corte indiscriminado de palmito’’, explica o secretário do Meio Ambiente. As famílias cadastradas recebem cestas básicas durante esta fase de implantação do projeto de reflorestamento. O projeto Plantando Palmito está sendo desenvolvido em Morretes, Antonina, Guaraqueçaba, Guaratuba e Paranaguá.

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