Bioquímica passou três anos de sofrimento
A bioquímica Márcia Bertipaglia de Santana viveu três anos de terror. Sentia dor de cabeça, tontura e dor nas articulações constantemente. ''Era muito forte, até bati o carro uma vez por causa da tontura'', relembra.
Tão ruim quanto a dor era a agonia por não conseguir descobrir o motivo de tanto sofrimento. Márcia passou por 8 médicos de várias especialidades. Fez uma bateria de exames e ninguém conseguia encontrar a origem do problema. ''Quando estava desanimada, um médico sugeriu que aquelas dores nas articulações poderiam estar partindo da mandíbula, e fui encaminhada a um dentista''.
No consultório odontológico, a bioquímica foi submetida à colocação de uma placa de acrílico nos dentes. Conviveu com isso durante um ano e meio e parou pela falta de resultados. A tentativa que deu certo apareceu por acaso. ''Conversando com o ortopedista da minha filha descobri que ele era especialista nisso'', revela. Após oito meses usando um aparelho ortodôntico, as dores e a tontura haviam sumido. ''Foi como tirar com a mão, não sinto mais nada'', comemora.
Para Luiz Tanaka, especialista que administrou o tratamento, o caso de Márcia é típico de quem sofre por falta de diagnóstico. ''As pessoas não imaginam que o problema pode estar dentro da boca'', conclui. (R.J.)





