E a grande campeã em rapidez no 2º Desafio Intermodal em Curitiba - uma competição de diferentes meios de transporte durante o horário de pico do trânsito - foi a bicicleta. Grande campeã porque não só ela venceu, como ficou com a segunda, quarta e quinta colocações. O intruso no pódio das ''magrelas'' foi o skatista Juan Parada, que chegou em terceiro lugar, mas não recomenda o ''meio de transporte'' a ninguém. Este é o segundo ano em que a bicicleta vence a prova.
A prova, que coincidentemente ocorreu no Dia do Desafio (competição entre duas cidades para ver em qual delas há mais adeptos de exercício físico), envolveu cinco ciclistas, um skatista, um motociclista, um motorista de carro, um pedreste, uma pessoa que usou o transporte coletivo e outra que pegou um táxi. Saindo da ciclofaixa na rua Augusto Stresser, às 18 horas, todos os participantes passaram pela Câmara de Vereadores, onde assinaram um registro, e a chegada foi em frente ao prédio da prefeitura. Organizado pelo Grupo Bicicletada e pelo Projeto de Extensão Ciclovida da Universidade Federal do Paraná (UFPR), ''o evento serve para fazer uma reflexão sobre os meios de transporte na cidade'', afirma José Carlos Belotto, coordenador do Ciclovida.
O resultado, já esperado pelos organizadores do evento, contrariou os participantes de uma pesquisa realizada pelo Núcleo de Psicologia do Trânsito da UFPR. Dos 170 entrevistados, 110 acreditavam que a motocicleta seria a mais rápida. O veículo chegou em sétimo. O carro, último colocado no ano passado, surpreendeu chegando antes da moto, ficando na 6 posição. Praticamente empatados, o usuário de táxi acabou perdendo para a competidora que usou ônibus porque precisou pagar a corrida em frente ao ponto de chegada, e ficou com o último lugar.
Alex Mayer, ciclista profissional, foi o primeiro a chegar, completando o trecho de sete quilômetros em pouco mais de 18 minutos. O atleta afirma que, para ele, o percurso foi tranquilo mas, apesar de usar a bicicleta no dia-a-dia para se locomover, os riscos do veículo são grandes. ''Os motoristas de carro não respeitam os ciclistas. Tem que ter atenção redobrada e usar o equipamento de segurança'', explica Mayer.
Para não deixar suspeitas com relação à isenção da competição, além do atleta, os ciclistas estavam divididos em ciclista master - um servidor público de 54 anos que usou terno na prova; a jovem que trazia uma cesta de flores na ''bike''; um ciclista com ''bike'' de roda fixa de uma marcha e o ciclista com bicileta dobrável que também usou ônibus em um trecho. Os representantes de cada meio de transporte afirmaram utilizá-lo como hábito.

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