Primeiro, o prefeito Antonio Belinati tratou de cercar de muito segredo e chegou até usar o que classificava de codinome (‘‘Beta-Sul’’) para uma de suas novas conquistas. Depois de tanto mistério, ele mesmo anunciou a vinda para Londrina da própria Metalúrgica Beta-Sul Indústria e Comércio Ltda., de São Paulo. A empresa, também localizada na Cidade Industrial de Londrina, será vizinha da Dixie Toga.
Em 4 de novembro, Belinati sancionou a lei de doação do terreno para o empreendimento. A área, de 172,5 mil metros quadrados, na Gleba Primavera, sediará a unidade fabril de equipamentos eletrônicos, eletromecânicos e mecânicos da Beta-Sul. Alguns dias depois, o prefeito assinou com o governador Jaime Lerner e os diretores da metalúrgica o protocolo de intenções para a instalação do empreendimento.
A Beta-Sul, que vai gerar cerca de 1.000 empregos, deve entrar em funcionamento até julho de 1998. O vice-prefeito e presidente da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Alex Canziani, calcula que a metalúrgica vai trazer à cidade outras empresas fornecedoras, que devem gerar mais 250 empregos.
CanteiroMáquinas chegando para o início das obras da Beta-Sul em Londrina: até abril, 500 operários na obra
A edificação, conduzida pela Construtura Plaenge, de Londrina, vem ocupando cerca de 150 operários, mas o ritmo elevará o número de trabalhadores para 500 até abril.
O investimento previsto pela Beta-Sul em Londrina é de R$ 80 milhões. A edificação principal terá 35 mil metros quadrados. Para vir para Londrina, depis de cinco meses de negociação, a empresa recebeu incentivos municipais como doação do terreno e isenção de impostos municipais. O governo estadual vai colaborar com um financiamento e dilação de prazo para recolhimento de ICMS.
A sete chaves Ainda durante a fase das negociações, o diretor executivo do Plano de Desenvolvimento Industrial de Londrina (PDI), Kentaro Takahara, justificou que como o segredo é a alma do negócio e a concorrência fica acirrada quando se trata de investimentos de fora, melhor mesmo era a manutenção do segredo chamado Beta-Sul.
Depois, ele explicou que ‘‘pesou muito na escolha da empresa por Londrina a qualidade de vida, a infra-estrutura como água, luz e telecomunicações, além do bom nível educacional da cidade’’. Segundo Takahara, ‘‘incentivo fiscal todo mundo dᒒ.
Outros fatores, no caso, foram determinantes. Como a reserva de 100 troncos para a rede de telefonia, que a Beta-Sul fez no auge do mistério, e outros 20 para celular. ‘‘Isso é fruto da boa gerência da Sercomtel. Que outra cidade tem essa disponibilidade imediata?’’, indagava o empresário.
Ricardo Ramos, consultor da MGDK & Associados Ltda., empresa que participou do processo de transferência da Beta-Sul para a cidade, confirma que o início de cio de operação da metalúrgica em Londrina está previsto para o segundo semestre de 98.
Ramos conta que, antes de escolher Londrina, a MGDK fez um estudo detalhado em várias cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

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