Benefícios além da reforma
Levou um certo tempo para Letícia (*) tomar coragem e se cadastar na empresa. Se continuasse com receio, talvez não estivesse agora embalando o primeiro filho, prestes a completar um ano. Sim, a pedagoga, hoje com 39 anos, conheceu o marido via agência e, em menos de três meses, engravidou e se casou de papel passado.
Letícia, que sempre quis formar uma família, começou o processo procurando homens solteiros na faixa dos 40 anos. Logo teve de alterar sua ficha, pois, segundo ela, os candidatos eram ''problemáticos e mal resolvidos''. ''Um cuidava do pai, o outro era muito indeciso. Raramente a coisa passava do primeiro encontro'', revela.
Entre idas e vindas, saiu com Mauro, um engenheiro quatro anos mais velho, separado e pai de um adolescente. Apaixonaram-se. O resto é história.
''Se você trabalha e tem dinheiro, não vejo motivo para não pagar por esse serviço. A agência não dá garantias, apenas proprociona encontros. É como um bar, mas com mais praticidade e segurança'', compara.
De acordo com Letícia, quem se cadastra numa empresa casamenteira sabe exatamente o que quer. Por conta disso, ela diz, o filtro desenvolvido a partir dos questionários é bastante eficiente.
A pedagoga ainda conta que os perfis dela e do marido eram tão parecidos que, hoje em dia, quando surge alguma diferença entre os dois, elem citam a agência. ''A gente brinca um com o outro, cobrando que tal coisa não estava na ficha'', diverte-se. (O.G.)
(*) Os nomes que aparecem nessa reportagem são fictícios para preservar a identidade dos entrevistados.





