A cada edição, o visitante da Feira de Móveis do Paraná (Movelpar) é surpreendido com alguma novidade. Para tanto, o Londrina Convention & Visitors Bureau, em parceria com o Expoara – Centro de Eventos, vai repetir o feito de 2011 e dar continuidade ao sucesso que foi o projeto ‘‘Bem Receber Movelpar’’, para que a recepção e estadia do participante seja especial e mais proveitosa possível durante os dias do evento.
O modelo de hospitalidade surgiu em São Paulo e se tornou programa nacional do Ministério do Turismo, o qual, inclusive, será utilizado na Copa do Mundo. Saindo à frente, o projeto na Movelpar funcionou tão bem na edição passada, que o Convention recebeu o Prêmio Caio de ‘‘Melhor projeto de Receptivo de Eventos’’ do País, criado para reconhecer o trabalho de profissionais e empresas da Indústria Brasileira de Eventos.
Segundo o diretor-executivo do Londrina Convention, Diego Menão, a ideia é facilitar o acesso das pessoas à feira e, ao mesmo tempo, aos instrumentos da cidade. ‘‘Tudo que vem somar, certamente, eleva a qualidade do evento. E, com uma logística bem distribuída, mesmo que o visitante tenha vindo a negócios, sobra tempo para que desfrute mais da cidade, como a programação cultural, espaços gastronômicos e até mesmo centros de lazer e compras. A cidade toda se envolve e ganha’’, diz.
Para isso, dezenas de prestadores de serviço foram treinados para atender este público, desde garçons a recepcionistas e, este ano, também, os taxistas, cujos veículos estarão identificados com o selo do evento. ‘‘Estão todos qualificados a oferecer atendimento específico aos participantes. Instalamos, ainda, pontos de atendimento nos aeroportos e hotéis com pessoas treinadas a passar informações sobre toda a cidade, além de oferecer credenciamento antecipado para a feira.’’ O material completo sobre a Movelpar também será distribuído nesses pontos.
Aos que não abrem mão de comer bem, haverá um material impresso, uma espécie de guia, com os melhores restaurantes e parceiros que oferecerão alguma cortesia ou promoção. ‘‘Aos locais credenciados no guia, o Convention vai disponibilizar translado do hotel diretamente ao restaurante, gratuitamente, para que o visitante possa desfrutar de mais um benefício’’, resume.
Com toda esta cadeia funcionando, a entidade estima que o município supere a marca dos R$ 6 milhões de movimentação da economia local da edição passada em apenas cinco dias de evento. ‘‘Isso representa, pelo menos, um aumento de 15% na movimentação média registrada nos outros períodos. É muito representativo para o município.’’ Certo de que Londrina tem potencial para o turismo de negócios, Menão diz que, a cada ano, mais profissionais estão se preparando para esta demanda.
Geração de empregos
Somente até a abertura da feira, cerca de mil pessoas, entre montadores, eletricistas, montadores, equipes de limpeza, seguranças, somam esforços apenas para a montagem da Movelpar. Durante os dias de evento, serão mais outras 3,2 mil pessoas trabalhando diretamente no pavilhão. Além da geração temporária de empregos, há a lotação máxima dos hotéis de Londrina e região credenciados à Movelpar, chegando até Maringá (noroste). Isso corresponde a cerca de 80% dos leitos disponíveis. As reservas começam a ser feitas com um ano de antecedência e são esgotadas meses antes da feira.
Alzir Bocchi, presidente do Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Londrina destaca que a Movelpar se consolidou como o segundo maior evento da região em geração de negócios. ‘‘Como Arapongas não comporta o número de visitantes, Londrina acaba recebendo praticamente todo esse público. Dessa forma, os empresários daqui contratam funcionários extras nessa época para conseguir atender o fluxo. Temos, portanto, que usar isso a nosso favor, contratando mais pessoas, preparando nossa mão de obra para oferecer um serviço de excelência para que essas pessoas se sintam mais motivadas a retornar’’, ressalta.

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