Kraw PenasDetalhe da recepção do Lady & Lord, mais antigo salão de shopping, que ampliou suas instalações no Mueller e abriu mais uma filial no Curitiba


O nome ‘shopping center’, que significa literalmente ‘centro de compras’, ganha cada vez mais amplitude. De meros corredores cheios de vitrines, os shoppings passaram a ser verdadeiras cidades, concentrando não só uma oferta variada de lojas mas também uma enorme gama de serviços.
Alimentação, lazer e até estética fazem parte do rol de atrativos. Isso mesmo: já tem gente que vai ao shopping só para cuidar da beleza. ‘‘Um mix bem variado de lojas e serviços é o que chama o consumidor e faz com que ele goste de estar em um shopping’’, avalia o gerente de marketing do Mueller, Marcos Villanova de Castro.
Até pouco tempo atrás, dava para contar nos dedos os consumidores que associariam salão de beleza a shopping. O mais antigo salão de shopping, o Lady & Lord, funcionava meio escondido no subsolo do Mueller, até ganhar um espaço duas vezes maior num dos pisos superiores. Para se ter uma idéia, 90% dos habitués do Mueller nem sabiam da existência anterior do Lady & Lord, embora ele funcione há 14 anos. A mudança foi sentida logo de cara. ‘‘O novo local chama mais atenção. E como a circulação de pessoas é maior, entra mais gente também’’, afirma a gerente, Marília Dugonski.
Mesmo os salões que fogem dos grandes shoppings registram boa procura. O badalado Torriton, cuja sede é num ponto nobre do Batel, tem uma filial no Todeschini Plaza, centro de compras fora do circuitão shopping. Segundo a proprietária, Maria Lúcia Vialle, é preciso atender todo tipo de cliente. ‘‘Quem gosta de privacidade não vai em shopping. Se a mulher vai fazer maquiagem e penteado para uma festa, ficaria constrangida de ficar andando pelos corredores toda produzida’’, acredita.

Kraw PenasNo Dromar, a clientela é de classe média alta, que prefere a comodidade do shopping

Depois do carnaval, outro que abre suas portas é o Je Renoir, no Shopping Água Verde. É o primeiro salão a funcionar no shopping, e a expectativa é de cativar boa parcela da população que mora na região. ‘‘Um levantamento mostrou que não existem salões nos moldes do nosso neste bairro’’, afirma a proprietária Noeli Kuchnier, que investiu R$ 400 mil para montar o empreendimento.
Noeli aposta em diferenciais como máquinas importadas para esterilização - que chegam a empacotar os objetos, etiquetando-os até com prazo de validade da esterilização - como chamariz. ‘‘Hoje as pessoas estão mais preocupadas com questões de higiene’’, declara.
Embora pouco valorizado como centro de compras, o Shopping Água Verde foi um dos que mais vendeu em 96. Segundo Noeli, o público eclético de classe média que frequenta o shopping está disposto a gastar com beleza, mas sem exageros.
A existência de salões em shoppings cria oportunidades para clientes ocasionais. Os consumidores vão fazer compras ou levar os filhos ao cinema e acabam aproveitando para cuidar do visual. Somando-se a isso a facilidade de estacionamento, horário mais flexível e proteção contra chuva-estraga-penteado, o resultado é mais do que promissor para os centros de beleza.

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