Imagine um animal forte, capaz de arrastar mais de 3 toneladas e, ao mesmo tempo, dócil e de uma beleza exuberante. Assim são os cavalos de raças exóticas exibidos pela primeira vez na ExpoLondrina. O público que visita o parque poderá apreciá-los a partir desta quinta-feira.

São 18 animais, sendo 11 da raça Bretão, dois Gipsy (conhecido como Cigano), um Percheron, dois Clydesdale e dois Friesian. Todos têm origem europeia, de países como França, Holanda e Grã-Bretanha.

O Gypsy Cob é dócil e tem dupla aptidão: para sela e atrelagem. Apresenta longas crinas e pelos nas patas em abundância
O Gypsy Cob é dócil e tem dupla aptidão: para sela e atrelagem. Apresenta longas crinas e pelos nas patas em abundância | Foto: Fotos: Marcos Zanutto


A diretora técnica da Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Bretão (ABCCBretão), de São Paulo, Susana Reinhardt, informa que esta é a primeira vez que os animais vêm para o Norte do Paraná. "Em 25 anos de entidade, estes cavalos só foram expostos em algumas ocasiões em Curitiba. Resolvemos trazê-los porque a feira é um evento, no qual existe a oportunidade para mostrar a função de cada raça e características genéticas para criadores interessados".

No Brasil, as raças exóticas predominam na região Sudeste, onde o mercado é bem aquecido. No Paraná, a criação tornou-se rara nas últimas décadas. "Antigamente, eles eram usados para tração agrícola, mas devido à mecanização, acabaram se perdendo", explica.

O Bretão, por exemplo, é utilizado em passeios turísticos, provas esportivas, montaria na sela, desfiles e policiamento. No trabalho rural tem força necessária para puxar toras, arar terra e manejo de fazenda. De origem francesa, o cavalo consegue puxar um implemento de até 1,5 tonelada.

De origem francesa, o Bretão consegue puxar um implemento de até 1,5 tonelada, como pode ser um animal de passeios
De origem francesa, o Bretão consegue puxar um implemento de até 1,5 tonelada, como pode ser um animal de passeios


Exibi-los na exposição faz parte da estratégia para conquistar novos admiradores. O perfil do comprador é formado por quem procuram um equino para atrelagem ou lazer. "São pessoas que desejam ter um 'garanhão' a fim de usá-los em hotel fazenda, carruagens ou troles, principalmente, porque são dóceis, bonitos e tranquilos", completa a diretora.

Os agropecuaristas que tiverem interesse em investir na raça devem negociar direto com os criadores no estande instalado ao lado do Pavilhão Internacional. É possível fazer até um 'test-drive' e dar uma voltinha pela pista. Cada animal é vendido, em média, por R$ 20 mil. "É um preço bom, considerando que são animais raros", argumenta Susana.

O diretor de Equinocultura da Sociedade Rural do Paraná José Henrique Cavicchioli afirma que a novidade deve atrair mais visitantes. "São cavalos funcionais, de grande porte e beleza, uma excelente oportunidade para difundir raças".

Os equinos poderão ser vistos pelo público até domingo, no Pavilhão Michel Neme, no fim das baias de alvenaria. A partir de hoje, haverá desfiles todas as noites, às 19 horas, na Pista Central Omar Mazei Guimarães.

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