Beber e nadar é igual a beber e dirigir
Matinhos - Assim como os acidentes de trânsito, os afogamentos, em sua maioria, estão relacionados à imprudência. O número de salvamentos realizados pelo Corpo de Bombeiros, no período do Réveillon, nesta temporada, foi quase 30% maior em relação à passada: 238 contra 184. Grande parte dos banhistas havia ingerido bebida alcoólica antes de entrar no mar.
''No litoral, é comum as pessoas exagerarem na bebida. Entram na água, subestimam as condições do mar e acabam ultrapassando todos os limites de segurança'', relatou o tenente do Corpo de Bombeiros Eduardo Slomp Aguiar. ''Beber e nadar é igual a beber e dirigir. A gente não está aqui para estragar a diversão de ninguém, mas as pessoas têm que fazer isso da forma mais segura possível'', acrescentou ele.
Nesta temporada, 750 bombeiros estão atuando como guarda-vidas no Litoral do Paraná. São 90 postos espalhados pelas areias de Guaratuba, Matinhos, Pontal do Paraná, Ilha do Mel, Antonina e Guaraqueçaba.
Aguiar explica que os guarda-vidas sinalizam os locais de perigo para banho a partir da observação das ondas e correntes de retorno, que formam os buracos na areia: os principais vilões dos afogamentos. ''As condições (pontos de perigo) não mudam de um dia para outro. Podem mudar depois de períodos maiores de tempo (com o movimento das marés) ou depois de uma ressaca, que deixa o mar mais agitado'', esclareceu. A observação dos próprios veranistas também ajuda a identificar locais inseguros para o banho de mar.
Os guarda-vidas chegam à praia às 8 horas e se revezam nos postos até às 18 horas. Aguiar revela que os bombeiros procuram observar o perfil dos banhistas e ficam atentos com aqueles que têm um comportamento mais ousado dentro do mar e se colocam em situação insegura. Os locais mais críticos, segundo o tenente, são os balneários de Ipanema e Praia de Leste, em Pontal do Paraná, e Caiobá, em Matinhos, pelo perfil dos frequentadores, em sua maioria, mais jovens.
Apesar do número maior de veranistas neste verão no Litoral paranaense, o total de salvamentos e advertências a banhistas tem sido menor. O bombeiro Marco Aurélio Coca, que há cinco temporadas trabalha como guarda-vidas, acredita que o veranista está mais consciente. ''A gente apita uma vez e eles já vão para a direção que estamos apontando. Acho que o trabalho de prevenção está surtindo efeito'', comentou. (A.L.)





