A globalização, entre outras coisas, trouxe o interesse comum de culturas diferentes em relação ao que há por trás de ícones do pop mundial. Queira ou não, a imagem de Che Guevara é tão lembrada em estampas de camiseta como o ‘‘S’’ de Superman, um aparelho de Atari ou um simples ‘‘Smile’’. Os orientais resolveram então mostrar e conhecer um pouco mais da vida do argentino, que tornou-se símbolo de luta e revolução.
  O coreano Kim Yong-Hwe, dono de um traço bastante ‘‘redondinho’’, dá quase uma aula sobre quem foi Che Guevara, revisitando os primeiros passos do guerrilheiro e os vários aspectos de sua vida, sempre de uma forma bastante didática e direta com o leitor.
  A ‘‘cartilha’’ foi feita com padrões ocidentais - quase que para suprir a necessidade dessa história para o público de mangá e manhwa dos Estados Unidos -, inclusive com o padrão de leitura da esquerda para a direita. As feições e a narrativa também têm influência dos americanos, com uma ‘‘suavização’’ nos traços dos personagens (especialmente os olhos) e ação mais direcionada para os movimentos e não para o tempo (como costuma acontecer nas produções orientais).

SERVIÇO
Che, com formato 14 x 21 cm e 248 páginas, custa R$ 23,50.

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