BANG! SOC! ZUM!
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 09 de maio de 2007
Claudio Yuge<br> Equipe da Folha 
Quase todo mundo sabe quem são ao menos uma das três seguintes figuras femininas que fizeram sucesso em fábulas infanto-juvenis: Alice, de Alice no País das Maravilhas; Dorothy Gale, de O Mágico de Oz; e Wendy Darling, de Peter Pan. Pois então, mude sua visão sobre as moçoilas. Lost Girls acaba de chegar para narrar as aventuras sexuais do trio, da adolescência até a vida adulta. Tudo culpa do sempre iconoclasta Alan Moore, bem acompanhado pela desenhista Melinda Gebbie.
Alice, Dorothy e Wendy se encontram em um hotel austríaco, em 1913, para um bate-papo entre amigas. As três, já adultas, narram como descobriram o sexo e quais foram suas maiores aventuras eróticas desde a época em que protagonizaram as fábulas de seus conhecidos livros.
Alan Moore, assim como fez com a Liga Extraordinária, bombardeia o leitor com diversas referências culturais - vai desde escritores como Oscar Wilde e Apollinaire, passa por pintores como Egon Schiele e Alfons Mucha e chega até mesmo a Harry Potter, que seria o marido de Wendy - e narra uma divertida aventura erótica com imagens pornográficas.
A graphic novel erótica não é recomendada para menores de 18 anos e provocou muita polêmica mundo afora. Alguns não entenderam a premissa de Moore e chegaram a acusar a publicação de sugerir pedofilia. Outros condenaram a pornografia com personagens de fábulas infantis.
Polêmicas à parte, a série é recomendada pela habilidade do roteirista em mesclar um século de ficção e realidade com belas imagens de Melinda Gebbie. Moore mostra que a pornografia pode ser muito mais interessante, até mesmo didática, do que vulgar. A Devir Livraria lança a série em três volumes, como saiu nos Estados Unidos, com formato de luxo e só não vem com a caixa para guardar a coleção.
Serviço
- Lost Girls, Livro 1: Meninas Crescidas tem o formato 21 x 28 cm, com 112 páginas coloridas e custa R$ 65


