Bandeiras regionais
Três projetos, todos eles de importante alcance social, vêm tendo sua implantação discutida pelas lideranças políticas e outros segmentos da região de Entre-Rios. São eles a extensão da Universidade Estadual de Maringá (UEM), a Penitenciária Regional, com capacidade para 200 presos e, por último, o Hospital Regional.
É importante salientar que esses três projetos fazem parte de um número bem maior de prioridades que vêm sendo eleitas, no âmbito regional, para concretização a curto-médio prazo. Mas é válido ressaltar também que, apesar do interesse pela implementação de iniciativas que venham corresponder aos anseios e às necessidades da população, nem tudo é simples.
A região, pela sua enorme extensão, seu contingente populacional e pelo que representa em termos econômicos ao Estado, já faz por merecer não uma extensão universitária, mas uma estrutura bem maior para garantir ensino público, gratuito e de qualidade, a um extraordinário número de jovens que sonham com a conclusão dos estudos, mas que estão excluídos da escola por que não conseguem pagar uma universidade particular.
Na área da segurança pública, a Folha já destacou o assunto. Não necessita-se apenas de uma unidade penal, mas de um aparato maior, que garanta, efetivamente, a segurança da população.
E na área da saúde, a bandeira do Hospital Regional só foi levantada, há algum tempo, devido à trágica possibilidade de a população ficar totalmente desprovida de atendimento hospitalar na região. Nem assim, infelizmente, o projeto encontrou respaldo em Curitiba ou Brasília.
Entidades como a Associação dos Municípios de Entre-Rios (Amerios), que congrega os 32 prefeitos da região, a Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Umuarama (Aciu), grêmios estudantis, delegados de polícia, juízes, lideranças empresariais, clubes de serviços e diversos outros setores representativos da sociedade regional estão mobilizados na campanha pela execução desses projetos.
Por mais de uma vez, o próprio governo estadual e alguns órgãos da administração federal reconheceram a carência regional por infra-estrutura em áreas básicas, como saúde, educação e segurança pública, e classificaram como justa as suas reivindicações. Mas é bom lembrar que a região não carece tão somente do reconhecimento dos governos estadual ou federal, o que é até dispensável em determinadas circunstâncias.
Necessita, isto sim, da devida participação do Estado e da União na implementação de projetos vitais para garantir a mínima qualidade de vida aos cidadãos. Parece ser esse o grande desafio que a região enfrenta nesse momento novo em sua história.





