Baladas
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Claudio Yuge<br>Equipe da Folha 
Ele observa a pista e, como se tivesse um óculos de raios-x, consegue ''enxergar'' na vibração das pessoas exatamente o que elas gostariam de ouvir. Um minuto depois, ela, satisfeita com o repertório dele, sente que não há mais nada à sua volta, mesmo no meio de um público imenso. Alegria e liberdade provocam uma vontade incontrolável de dançar.
Todos, em certo momento, gesticulam de forma semelhante, reverenciam a cadência tribal sonora e cantam em uníssono. Nesse instante, que vai ficar congelado na memória para sempre, os fragmentos da música parecem ser feitos para cada um deles.
Poucas coisas conseguem fazer alguém se sentir tão único e ao mesmo tempo parte de um grupo como a música. Ele sabe disso. Ela comemora.


