Baixos índices da microrregião de Londrina
Mesmo com a indústria paranaense focando a expansão no interior, a microrregião de Londrina segue mal nos índices. Patinando na geração de novas vagas, Londrina, Cambé, Ibiporã, Pitangueiras, Rolândia e Tamarana ainda têm contribuição pouco vistosa no balanço estadual. Conforme os números do fim do ano passado, a diferença em favor da microrregião de Maringá permaneceu desde janeiro de 2010. No período, Londrina e os vizinhos próximos criaram juntos 20.562 empregos. Já Maringá, Mandaguari, Marialva, Paiçandu e Sarandi, 25.749, vantagem de 25%.
Defensor do programa do governo estadual Paraná Competitivo como impulsionador da indústria, o presidente do Ipardes, Gilmar Mendes Lourenço, afirma que Londrina precisa superar os entraves, como "distância do porto, falta de saída para exportação, sem boas alternativas ferroviárias, além da dificuldade para fornecer mão de obra". Ele alega que o incentivo do governo não é a única variável que interfere na instalação de uma nova empresa. "É o empresário que decide o local mais apropriado, com base na disponibilidade e qualificação da mão de obra, logística, retaguarda tecnológica e um bom ambiente de negócios."
O secretário estadual da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul, Horácio Monteschio, reconhece que os números da geração de novos empregos não são favoráveis em relação a outras regiões do interior do Paraná, mas prefere fazer uma análise qualificada. "É preciso ver qual é a qualidade desses empregos. Quais as características, o salário. Temos que analisar tudo isso, pois são situações específicas."
A falta de um parque industrial é apontado como uma das principais causas do desempenho discreto da microrregião londrinense na geração de novos empregos. Tanto o Ipardes, quanto a Secretaria entendem que Londrina deve estruturar um espaço propício para buscar por novos investimentos. Ainda sem previsão para concluir a aprovação do Plano Diretor, a cidade conta atualmente com aglomerações industriais antigas e sem espaço para expansão.
Monteschio cita como exemplo a região de Maringá, que está montando um parque industrial. "É claro que isso vai impulsionar a indústria." Segundo ele, a localização geográfica, distante do porto, não pode ser encarada como sentença de atraso econômico para a microrregião de Londrina. Existem alternativas, diz Monteschio. "Proximidade com o porto é bom para Curitiba, mas a região Norte do Paraná tem uma localização geográfica muito boa também, com a saída para áreas importantes, como o Paraguai, Mato Grosso do Sul, interior de São Paulo."
Além da infraestrutura e da logística, Monteschio defende ainda ações de governo focadas na "venda da imagem", por meio de publicidade com informações sobre áreas geográficas, infraestrutura, universidades, sustentabilidade e planejamento urbano. (E.F.)






